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sábado, 5 de maio de 2012

Resultado da Enquete

Como estamos na reta final de Sempre Um Começo, nada mais justo do que começar a divulgação da sequência de O Beijo da Morte. A maior parte das informações sobre essa nova novela ainda não foi revelada, mas mesmo assim, a maioria dos leitores estão ansiosos para ela!


Beijinhos, StarGirlie.

domingo, 4 de março de 2012

Resultado da Enquete

As Prévias já foram postadas e a enquete avaliando qual foi a favorita do público acabou. Como a maioria deve saber, amanhã ao meio-dia será lançada a novela Sempre Um Começo, retratada na Prévia O Encontro de Cecilia. Então, vamos ao que interessa! A vencedora é...


E a vencedora de longe é a Prévia "Uma Antiga Amiga de Bianca". Não podemos culpar ninguém, quem não estava louco para ter mais informações da protagonista de O Beijo da Morte?
Beijinhos, StarGirlie.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Uma Antiga Amiga de Bianca - As Garotas

Hoje (aniversário de um ano do blog!), a Prévia trata sobre Bianca, a protagonista da nossa última novela, O Beijo da Morte. Esse "capítulo extra" se passa algum tempo antes dela se mudar para Curitiba, conhecer James e Lilá e sua vida passar por transformações chocantes. As informações contidas na história abaixo serão extremamente importantes para a sequência de O Beijo da Morte.


Uma Antiga Amiga de Bianca – As Garotas

                Nunca pensei que iria me sentir tão estranha visitando a casa de uma amiga extremamente conhecida. Porém, enquanto esperava a mãe de Camile abrir a porta, senti meu coração disparar. Não era normal se incomodar tanto com uma garota tão doce como a Cami. Até para uma menina de 13 anos ela era angelical demais.
                -Bianca! – seus cabelos ruivos caíam em cascata em suas costas. Ela tinha um rosto adorável apesar de sua pele pálida ser um pouco estranha demais. Além disso, tinha aqueles olhos que sempre me incomodaram. Eu sabia que eles eram azuis e tudo mais, mas algumas vezes eles pareciam tão... Roxos? E esse era um daqueles dias.
                Enquanto a abraçava, reparei que havia um garoto sentado em sua sala de estar. Ele não era seu irmão, disso eu tinha certeza. Conhecia Camile há dois anos e nunca fora citado um irmão. Nem um menino tão bonito que frequentasse sua casa. Ele tinha o cabelo loiro e a pele tão branca quanto a neve. Era musculoso e, de alguma forma, isso não parecia estranho, apesar de seu rosto aparentar ter no máximo 16 anos.
                -Quem é aquele? – perguntei, enquanto minha amiga pegava sua bolsa e se arrumava. Iríamos ao cinema, mas naquele momento, eu não estava nem um pouco preocupada com o filme de romance que teria que aguentar durante duas horas. O menino loiro era bem mais interessante.
                -Ah, o Jason? – Camile não parecia ciumenta ou nada do tipo. Também, ele era muito mais velho que ela. Muito mais velho que eu – Ele é um conhecido da família, ninguém importante.
                E foi quando essas palavras saíram de sua boca que Jason se virou na minha direção. Seu rosto era ainda mais perfeito de frente. Seus olhos brilhavam e pareciam pretos. Nunca tinha visto ninguém tão bonito quanto ele. Nem mesmo Nate conseguia competir com isso. Ou... Será que aquele garoto estranho que tantas vezes vi em meus sonhos poderia ficar no mesmo nível de beleza que Jason? Eu teria que dizer que sim.
                Porém, esse não era fruto da minha imaginação fértil. Ele era verdadeiro. E estava me encarando com um sorriso nos lábios. Não sabia se sorria de volta ou não. Ah, me desculpem. Eu tinha apenas 13 anos! Paquerar não era minha melhor especialidade. Sem contar que meu primeiro beijo fora alguns dias antes com Nate e me sentia um pouco traidora já olhando para outro garoto.
                Sabia que Nate e eu nunca teríamos nada. Ele podia ser o garoto mais fofo do mundo, mas era meu melhor amigo. O beijo fora bom, mas não houvera aquela vontade de mais e mais, que todos os apaixonados dizem sentir. – Vamos, Bia? Senão nos atrasaremos para o cinema... – disse Camile me tirando de meus devaneios.
                Observei o tempo e sabia que iria pegar uma baita chuva na volta. Ao contrário de Cami, quem me levaria para casa não seria minha mãe e sim meu pai, o que significava que iríamos fazer uma caminhada imensa até em casa pelo bem do meio ambiente. É, meu pai, Anderson, era desse tipo.
                -Vamos, claro, claro – a mãe de Camile avisou para tomarmos cuidado e nós duas começamos a andar em direção ao shopping center tão próximo da casa de minha amiga. Era estranho pensar que até pouco tempo atrás estaríamos falando pelos cotovelos uma hora dessas. Mas naquele momento, eu só sentia vontade de voltar para casa e me refugiar nos edredons até a tempestade chegar.
                Camile parecia sentir o mesmo. Enquanto prendia seu longo cabelo em um rabo de cavalo, seus olhos me observaram. Não éramos as mesmas de antes e nem sabíamos o motivo. – O que aconteceu com a nossa amizade? – disse minha amiga, verbalizando minhas próprias dúvidas.
                -Eu não sei, Cami. Éramos tão próximas, não é mesmo? E agora somos... – olhei para o chão, com vergonha de dizer que não éramos mais nada uma para a outra. Algo em meu coração avisava que o posto de melhor amiga estava sendo desocupado. Como se outra garota fosse ser melhor do que Camile. Além disso, eu nunca sairia daquela cidade, nunca me mudaria para um lugar distante.
                Em meu momento de reflexão, acabei não percebendo a presença de um jornal no meio do meu caminho e tropecei com tudo nele. A manchete acendeu uma chama dentro de mim: Curitiba é o palco da nova peça de teatro, O Beijo da Morte.
                Curitiba... Como seria viver lá? E o que um jornal local de outra cidade estava fazendo naquele fim de mundo? Eu não acreditava em sinais, mas aquilo se parecia com um. Porém, ao perceber que Camile continuava andando, larguei as páginas no chão onde encontrei e a segui. Sabia que estava deixando algo importante passar, mas devia ser só aquele pressentimento bobo que tenho às vezes. Como aqueles sonhos ridículos com o menino misterioso.
                -Por que você aceitou vir ao cinema comigo? – Camile parecia tremer de frio, mas eu sabia que ela não sentia nada. Nem frio nem calor. Parecia sempre uma pedra de gelo. Estremecer para minha amiga podia significar apenas que sua mente estava muito abalada.
                -Porque achei que quando ficássemos próximas voltaríamos a ser as amigas que um dia fomos – o vento estava começando a aumentar. Não era normal chuva naquela época. Tínhamos que apressar o passo ou chegaríamos ensopadas ao cinema.
                -E não conseguimos, certo? – Camile parecia triste, como se eu fosse sua única amiga. E, na verdade, era mesmo. Ela era a garota mais deslocada de todas. Até seu cabelo ruivo se destacava de uma forma estranha.  Cami não fora feita para viver num fim de mundo daqueles. Uma cidade perdida no meio do nada.
                As árvores do bosque do outro lado da rua começaram a balançar, o tempo estava piorando rápido demais. Mas Camile não parecia estar com pressa para chegar ao shopping. Ela se virou para mim com aqueles olhos roxos, que tantos pesadelos já haviam protagonizado. – Eu acho que é melhor não irmos assistir aquele filme hoje.
                -Tudo bem, podemos assistir amanhã – disse, tentando ser gentil, mas não sabia ao certo se no dia seguinte nossa amizade não estaria ainda pior.
                -Não, nós não iremos assistir nunca. Nós não iremos mais fazer nada juntas. Eu vou para a minha casa. Adeus, Bianca – e então, Camile saiu correndo, deixando-me de boca aberta no meio da calçada.
                A chuva caía de forma aterrorizante e me refugiei em uma loja que tinha perto dali. Não prestei atenção na senhora adorável que tentou me vender um par de brincos. Eu só conseguia pensar que Camile havia fugido.
                Eu sabia que deveria ter ido atrás dela, mas, na verdade, não era aquilo que meu coração queria. Senti-me culpada inicialmente achando que ela tinha chegado a sua casa completamente molhada.  Nunca teria imaginado que aquele nosso encontro seria a última vez que a veria. E aquilo me marcou eternamente como a Garota que nunca mais magoaria ninguém. Mesmo que isso custasse a minha vida.
Escrito por StarGirlie.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Resultado da Enquete

Então, a última enquete de O Beijo da Morte acabou. A questão da vez era se a protagonista Bianca sobreviverá depois de ser aprisionada no caixão ainda viva. O que acontecerá com a nossa Ners será desvendado mais pra frente, portanto, por enquanto, vocês não podem saber se acertaram ou erraram na votação. E a opção mais votada...


Tomara que ela consiga sair mesmo, não tem como ter continuação de O Beijo da Morte sem a protagonista, né? 
Beijinhos, StarGirlie.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Resultado da Enquete

Ontem, foi o último dia de O Beijo da Morte. O fim, como todos que leram perceberam, foi deixado em aberto.  O modo como a trama de Bianca foi "encerrada" deixa a possibilidade de uma continuação da novela realmente existir. Conforme, os projetos das próximas forem ajustados, vou dando mais informações para vocês. Porém, enquanto isso, é hora de ver o que o pessoal estava achando da reta final:


Fico feliz que a maioria dos votos tenha sido para a opção "emocionante" seguidos da alternativa "legal".
Beijinhos, StarGirlie.

As Músicas dos Últimos Capítulos/Epílogos

Com exceção de Fofoqueira Fina (Primeira Temporada) e as novelas do BWorld, todas as novelas escritas por mim e pela Babi tiveram músicas embalando os capítulos. De forma mais especial, os capítulos finais ou epílogos (dependendo da novela) possuíram músicas que representam muito bem suas tramas. Por isso, separei-as com suas personagens que melhor se assemelham a letra:

Lucky - 41º Capítulo de Fofoqueira Fina 2


O último episódio de Fofoqueira Fina 2 teve várias músicas, mas essa foi realmente a última.
As Personagens da Música: Acho que "Lucky" se aplica principalmente a Monica e Daniel, porque, no fundo, os dois sempre foram e sempre serão melhores amigos. Apesar de ambas personagens terem errado muito até que conseguiram chegar ao seu "felizes para sempre", podemos ver desde aquele primeiro olhar logo no primeiro capítulo de FF que eles foram sortudos de conseguirem encontrar a pessoa a quem eram destinados.

Você Sempre Será - Epílogo de Maldade Angelical



As Personagens da Música: Sem dúvida alguma essa música se aplica antes de tudo às Irmãs Bloom, Samantha e Elizabeth. Juntas elas ultrapassaram as barreiras da vida e morte, mostrando que mesmo quando separadas, suas almas estavam unidas. Outra possibilidade de interpretação é a saudade das gêmeas por seus maridos, que sempre seriam seus grandes amores.

Epílogo de A Vida Depois do Fim




O epílogo de A Vida Depois do Fim teve várias músicas, mas essa foi realmente a última. 
As Personagens da Música: Acredito que essa música representa acima de todas as outras coisas, a relação de Alvo e Rosa, e Lily e Lysander. Os dois casais passaram por muita coisa juntos e mostraram que amizade sim pode virar amor. Porém, além disso, mostraram que a perseverança é capaz de "abrir" o coração de uma pessoa.

Lucky - Epílogo de Fofoqueira Fina 3


A música "Lucky" realmente foi usada novamente em um final de novela.
As Personagens da Música: Fofoqueira Fina 3 é cheia da paralelos com Fofoqueira Fina 2, inclusive em sua música final. Porém, desta vez o caso principal mudou totalmente. As personagens representados na escolha musical foram Caroline e Leo, que possuíram uma história semelhante com a de Erik e Luna em FF1, mas tiveram um final diferente. A amizade e compromisso dos dois realmente emociona. FF3 mostrou que as mesmas tramas podem ter finais totalmente distintos.

Apologize - Epílogo de O Beijo da Morte



A Personagem da Música: Poderia dizer que "Apologize" é dedicada a todos os personagens que aparecem no Epílogo de O Beijo da Morte, mas estaria mentindo. A música escolhida é dirigida exclusivamente a Bianca. Ela que se sacrificou por todos que amava, que os ajudou até o fim. Depois de sua morte no último capítulo, "ouvimos" o enterro de Bia pela perspectiva de uma desconhecida e podemos ver o quanto todos têm uma dívida com a Ners. Porém, a maior dívida é de Bianca com eles, pois de nada a garota consegue se lembrar.

Qual música de final de novela é a sua favorita? Qual acha que mais combinou com a trama?
Beijinhos, StarGirlie.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Epílogo de O Beijo da Morte

Antes de tudo, devo me orgulhar de dizer que O Beijo da Morte foi a única novela do blog que não se atrasou, pulou dias de sua programação ou coisa parecida. Deixamos eles programados e, mesmo estando viajando, passeando, lendo ou qualquer outra coisa, todos foram postados no dia certinho. Com exceção dos últimos dois episódios, que tiveram horários surpresas, todos foram postados à meia-noite.
Eu sempre gostei de vampiros e estava louca para fazer uma novela sobre eles. Anteriormente, ela seria um tipo de fanfic de Crepúsculo, mas não conseguíamos resistir a escrever uma história diferente de todas as outras. Só que me deparei com um sério problema logo nos primeiros capítulos: Bianca e James não tinham a química necessária para serem o casal principal. Porém, nem precisei me preocupar por muito tempo. Logo, eles se tornaram um casal fofo e cheio de problemas. Bem no estilo série de vampiros.
A inclusão das Ners foi um ponto difícil de se trabalhar, pois como Bianca amava James tínhamos que tomar um cuidado imenso para que ela não começasse a torná-lo humano também, como fez com Lilá. Além disso, seus poderes tinham que ser trabalhos cuidadosamente para que não se tornassem "insuperáveis". 
Bem, "O Beijo da Morte" foi uma novela muito legal de se fazer. Cheia de mistérios, pessoas contraditórias e tudo mais. Espero que ela tenha sido tão boa para vocês como foi para mim e para a Babi. E agora é hora do Epílogo!

Epílogo


         Meu corpo latejava em alguns pontos. Eu não tinha a menor consciência do onde estava. Era tudo tão escuro. Talvez meus olhos estivessem fechados, mas não havia como saber. Não conseguia sentir meus movimentos. Apenas dor.
        Pensei que poderia estar morta, mas não conseguia lembrar-me da vida que tivera antes daquele terrível momento. Parecia que eu simplesmente aparecera ali, sem nenhum motivo aparente.
        Tentei abrir minha boca e descobrir qual era a minha voz, mas meu corpo não me obedecia. Podia sentir que a dor, antes localizada, se espalhava cada vez mais. Porém, algo parecia impedi-la de se tornar insuportável.
        Quando estava prestes a desmaiar de cansaço, um ponto de minha alma pareceu se reerguer e pude abrir meus olhos. É, realmente eles estavam fechados. Mas ali não havia nenhuma luminosidade. Porém, minha pele, que era de uma palidez assustadora, parecia iluminar todo o lugar.
        Meus ouvidos também recuperaram sua função e de repente, pude escutar os barulhos que vinham de algum lugar acima de mim. Acima da caixa onde eu estava.
        -Ela foi a única pessoa que realmente amei nessa vida. E agora partiu. Porém, sei que um dia nos reencontraremos – senti pena daquele garoto, como pude entender pela voz. Ele parecia amá-la mais do que tudo mesmo.
        O silêncio se prolongou por alguns segundos, antes de uma mulher, com uma voz triste, falar. – Ela – reparei que nenhum deles falava seu nome e queria entender o porquê – era totalmente diferente das outras meninas. Não se importava com as opiniões, amava mais do que o seguro e nunca, nunca mesmo, deixava que se sacrificassem em seu lugar. Obrigada por ter existido, filha.
        Então, ela era a mãe da garota que o menino também amara. Algo estava se encaixando em minha cabeça. Onde eu realmente estava?
        -Um dia, eu cheguei a pensar que ela não devia estar perto de mim e da minha família, que ela nos faria mal. Estava tão terrivelmente enganada. Como pude ser tão boba? Tão estúpida? Minha melhor amiga está morta e no começo de tudo, eu quis que ela simplesmente partisse, como se não importasse nem um pouco! Ela morreu por minha causa!
        -Querida, ela não morreu por sua causa... – disse a quarta voz, a mais calma de todas. Talvez não fosse tão ligada a tal pessoa.
        -Morreu SIM! Ela morreu por... – e a lamentação cessou, sendo substituída por gritos desesperados. O choro da jovem estava se tornando insuportável até mesmo daquela distância.
        Enquanto pareciam acalmar a desesperada, uma quinta voz pareceu se aproximar de onde eu estava. Meu coração começou a palpitar por algum motivo que não entendia. Talvez fosse medo.
        -Ela foi importante para todos nós. Foi minha melhor amiga também. Nem sei porque, mas algo me diz que ela em algum lugar nesse universo, está bem. E gostaria que todos dissessem adeus junto comigo.
        Nesse momento, um monte de emoções passaram por minha mente. Eu entendia o que estava acontecendo. Aquele era um cemitério. Aquelas pessoas estavam enterrando alguém importante para elas. E eu também estava enterrada. Não sabia porque.
        Eu estava viva. Mas quem quer que tenha chorado por minha morte, não sabia disso. Sabia que ninguém me escutaria de onde estava. Mas meu desespero era tanto que nem escutei o nome da pessoa quando a família e amigos se despediu da outra coitada enterrada.
        -Vem, James – disse uma voz que pude reconhecer ser a da jovem desesperada. Ouvi passos distantes e entendi que os outros sofridos partiam. E eu tinha perdido a minha única chance de fugir.
        Senti um cheiro diferente vindo de longe. Parecia... sangue. E com ele veio um nome. Estranho, familiar, pessoal. Bianca.
        Minha mente tentou entender o que aquilo significava. Mas não havia sentido algum. Não lembrava-me de nada que ocorrera antes de acordar ali. Minhas lembranças, se é que um dia existiram, foram apagadas.
        As poucas coisas que sabia não tinham nexo. Eu queria sangue. Precisava sair daquele caixão antes que fosse tarde demais. E meu nome era... Bianca.
        -SOCORRO! – gritei, batendo na madeira, mesmo sabendo que ninguém me escutaria. Mas eu não desistiria. Nunca desistiria. Pois de alguma forma, eu tinha voltado.

Escrito por StarGirlie.

Propaganda Final de O Beijo da Morte

Hoje acaba a novela "O Beijo da Morte" e nada melhor do que uma propaganda, provavelmente a final, para fechar com chave de ouro, não é mesmo? E não se esqueçam, o capítulo não tem horário definido, então, continuem entrando no blog para lê-lo logo que for postado.


Beijinhos, StarGirlie.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Último Capítulo de O Beijo da Morte

Trigésimo Oitavo Capítulo
Lilá

         Há pessoas que marcam nossas vidas. Deixam saudade, carinho, afeto. Há pessoas que, sem querer, mostram para nós outro modo de viver. Um modo melhor, onde, pela simples presença deste indivíduo, você começa a se sentir forte. Há pessoas que curam nossas dores, por mais que estas tenham sido causadas por elas.
         E, finalmente, há pessoas que ficam, para sempre, no nosso coração.
         Bianca é uma destas. Bianca marcou minha vida, minha história. Bianca foi, é, e sempre será, minha melhor amiga.
        
Helena
         Acordar cedo. Às vezes me pergunto quem foi o idiota que inventou essa droga de despertador.
         Mas acho que ainda não nos apresentamos. Meu nome é Helena, e eu sou... como dizer? Um pouco longe de ser uma adolescente normal.
         Minha mãe já foi uma vampira, e meu pai é um lobisomem. E eu? Já tive poderes, admito, mas agora sou mais normal do que qualquer um. Bem, mais ou menos.
         E, agora que te conheci, acho que vamos ser grandes amigos. Se você não tiver inventado o despertador, é claro.
         Mas onde eu estava? Ah, sim. Acordar cedo.
         Levantei ainda massageando meus olhos. Já estava praticamente acostumada com essa rotina “divertidíssima”.
         -Querida, acordou dessa vez? – berrou minha mãe, passando correndo pelo meu quarto. Era engraçado o modo como ela estava sempre disposta de manhã.
         -É, mamãe. Dessa vez eu tô de pé. – resmunguei, lembrando-me do que ocorrera da última vez em que eu relutara um pouco em acordar.
         Vesti uma das primeiras roupas que encontrei. Nunca fora muito ligada a moda, e receio dizer que puxei isto de minha mãe. Bem, isso e o amadurecimento precoce, já que estava a um mês de completar cinco anos e, mesmo assim, fora obrigada a me matricular no segundo ano do ensino médio.
         O que posso dizer? Acho que sou super dotada.
         Desci para baixo, porque seria um tanto difícil descer para cima, e encontrei meu pai preparando panquecas.
         -Ô Lelê, ô Lalá! – disse ele, sempre brega, quando passei como um foguete e peguei uma panqueca.
         -Atrasada! – disse, já saindo pela porta. – Fui!
         Caminhei até a escola, que não ficava a muitas quadras dali. Meu telefone tocou quando estava quase chegando.
         -Tio Nate? – perguntei.
         -Hey, Lena. – disse, fazendo-me revirar os olhos. – O que vai fazer?
         -Quando? – indaguei.
         -Agora.
         -Hum... – falei com um ar divertido. – Que tal... Escola?
         -Ótimo. Espere aí na frente que eu vou te buscar em meio minutos.
         Desliguei o celular, rindo comigo mesma. Sempre me considerara sortuda, já que meu tio estava mais para um melhor amigo mais velho do que um tio em si.
         O carro, de um modelo esporte, parou exatamente onde eu estava. Abri a porta e entrei, já mandando:
         -Papai e mamãe nunca poderão saber disso.
         -Nunca saberão. – respondeu-me, enquanto eu colocava o cinto.
         -Pra onde vamos?
         -Você vai ver.
         Concordei, sabendo que seria inútil discutir.
         O carro partiu em alta velocidade. Baixei o espelho do passageiro para tentar colocar o rímel que em casa não tivera tempo. Depois de várias freadas bruscas propositais, finalmente consegui passá-lo.
         Analisei meu cabelo, que agora estava gigantesco, e suspirei. Nunca soubera de onde haviam vindo aqueles cachos ultra-mega armados.
         Depois de mais uns retoques, olhei para fora.
         -Meu Deus, onde estamos indo! – perguntei, depois de dez minutos.
         -Calma aí, mocinha. Você já vai ver.
         Bufei dessa vez. Paciência não era exatamente meu lema, e enquanto esperava, comecei a roer as unhas.
         De repente, paramos em frente ao hospital. Não entendi o que estávamos fazendo ali, mas Nate mandou-me tirar o cinto, e fiz isso sem perguntas.
         Quando estávamos quase entrando no prédio, finalmente perguntei, preocupada:
         -Nate, o que houve?
         Ele riu, vendo minha expressão. Mas não respondeu, e ao invés disso, perguntou a uma moça que passava onde ficava o berçário.  
         Engoli em seco. Quem tivera um bebê?
         Andamos apressados para uma sala de espera que possuía uma janela gigantesca, onde vários bebês poderiam ser vistos.
         -James? – perguntei, vendo a figura de meu tio olhando através da janela.
         -Helena! – disse ele, que nunca usara um apelido comigo. – Venha ver!
         -O quê? – perguntei, assustada.
         -Sua nova priminha!
         Pisquei diversas vezes, até me recompor. Olhei para Nate, que balançou a cabeça negativamente, e depois voltei a olhar para o irmão de minha mãe.
         -Tio James! Quem foi que você engravidou!
         Ele riu da minha cara, bem como meu outro tio fizera há minutos antes.
         -Olhe.         
         E então ele apontou para a janela, me fazendo finalmente virar a cabeça e analisar os bebês.
         Não que tenha sido difícil achar, dentre eles, a nova integrante da minha família. Na verdade, foi extremamente fácil.
         Seu cabelo era cacheado como o meu, tendo apenas algumas horas de vida. Suas mãozinhas não paravam de se mexer, bem como seus pezinhos. E ela era a única que ria, também.
         Mas, de qualquer maneira, isso foi o de menos. O que mais me chamou a atenção foram seus enormes, lindos e castanhos olhos.
         Olhos parecidos com os meus. Olhos parecidos com os de...
         -Bianca. – disse James, vendo minha expressão. – Entrei na fila de adoção há algum tempo, e aqui está. Bianca.
         -Mas ela... mas ela...? – perguntei, balbuciando apenas as palavras.
         -Sim. – disse ele. - Ela volt...

         -Helena, acorde! - chamou minha mãe com a voz embargada pelo choro dos últimos dias. Ela entrou em meu quarto vestida inteiramente de preto. Parecia ainda mais cansada do que ontem - Precisamos ir. É hora do ent...
         -Enterro da Bianca, eu sei. Não precisa dizer nada - algo dentro de mim se embaralhou. O sonho que tivera fora tão estranho, que parecia até real. Mas eu estava bem longe de ter aquela idade ou de minha tia falecida ter voltado à Terra.
          Enquanto o carro ia para o cemitério, minha mente não parava de pensar na frase final de James em meu sonho. Ela voltou.
         By Babi com final de StarGirlie.

Sumiço + Horários diferentes dos últimos capítulos

Oi, gente! Primeiro, me desculpem por ter sumido dos comentários ontem e anteontem, e dos posts ontem. É que estava a maior correria por causa da viagem, mas finalmente estou em casa! Tentarei repor tudo que não postei e vamos começar fevereiro cheio de novidades. Porque, além de tudo, é o mês que o Feitiço das Palavras faz um ano!
Segundo, como podem ter reparado, o último capítulo da novela O Beijo da Morte não foi postado à meia-noite. Motivo? Quis mudar o horário para dar mais ansiedade e tudo mais. Mas não se preocupem, ele estreia às 16:30. O horário do epílogo será surpresa.
Bem, fevereiro será um mês surpreendente aqui no blog e você não pode perder!
Beijinhos, StarGirlie.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

37º Capítulo de O Beijo da Morte

Trigésimo Sétimo Capítulo
Bianca

         Enquanto Helena caía com Lilá no buraco negro, meu cérebro mostrou a única alternativa que eu tinha para salvar a todos. Libertei-me do abraço de James e me ajoelhei no chão. O mundo começou a girar ao meu redor. Concentrei-me todo o meu poder naquele local e sangue verteu do meu nariz.
         -Bianca! – James queria me salvar, mas isso não aconteceria. Ele nunca seria capaz de mudar meu destino. Eu tinha que morrer. Morrer para salvá-los.
         Com um mínimo pedaço de meu poder, impedi que todos se movessem. O chão vibrava com meu toque. Tudo parecia prestes a desabar. O vento aumentou.
         Finalmente, o buraco começou a ceder ao meu esforço. Podia ver Helena e Lilá penduradas em um dos cantos, tentando inutilmente não ser engolidas pela Morte. August chorava, mas James parecia engolir seu sofrimento. Ele sabia o quanto eu precisava de seu apoio.
         Chamas negras saíam da terra chamuscando as roupas de Helena. Lilá não seria ferida se desse sua filha para as Trevas. O mesmo aconteceria com August. Mas nenhum deles seria capaz de tal ato. E nem seria preciso.
         Lágrimas caíam em minhas bochechas enquanto mais sangue se acumulava em minha pele. Aquele sempre foi meu destino, repetia sem parar mentalmente.
         Mudei-me para Curitiba para encontrar Lilá e transformá-la em humana novamente. Vim para essa cidade para me apaixonar por James e fazê-lo entender que o amor realmente existia. Transferi-me para cá para que Madi pudesse recomeçar com August e finalmente entender que Anderson nunca prestara.
         Mas agora eu tinha cumprido minha missão. Tudo estava em seu devido lugar. Entendo que Nate não encontrara o amor ainda, mas algo me dizia que um dia ele iria aparecer de forma mais inesperada.
         Olhei para o céu e fiz uma prece silenciosa. As estrelas brilhavam como se nenhuma chuva tivesse caído. Não havia nuvens naquele momento. O mundo estaria em paz quando eu partisse.
         Unindo toda a força que havia em meu corpo, puxei mentalmente Helena e Lilá de volta para a superfície. As duas ofegaram e me olharam chocadas. A criança prometida não podia ter sobrevivido. Mal sabiam elas que eu sempre soube o que ia acontecer.
         Um trovão pareceu ocorrer sob a terra. As árvores começaram a cair cada vez mais perto de nós. A Terra me queria de volta. O planeta tinha me dado esse poder e agora era hora de devolver.
         Me virei para James e corri para seus braços pela última vez. Dei-lhe um beijo casto e sussurrei em seu ouvido:
         -Eu também te amo.
         Antes que ele pudesse responder ou me forçar a desistir do sacrifício (sim, uma parte da mente dele realmente sabia o que eu faria a seguir), dei um salto para o buraco e todos seguraram a respiração.
         Não caí. O buraco me manteve flutuando sobre a superfície. Mas eu podia sentir minha força vital sendo arrancada de meu coração. Percebi que algumas pessoas retomavam os movimentos enquanto meu poder sumia, exceto James. Nossas almas estavam conectadas e ele não conseguia se libertar de minha magia. Fiquei feliz que meu amor não fosse morrer comigo. Finalmente, o vampiro teria a chance de recomeçar.
         Eu não estava triste, afinal de contas. Graças à minha morte, todas as pessoas que amava poderiam sobreviver. Lilá poderia criar Helena com Karl, James poderia se apaixonar novamente, Nate poderia partir e recomeçar, Madi e August finalmente viveriam seu amor.
         Além do mais, naquele plano, tudo ficara mais bonito. Os olhos lilás dos vampiros, o brilho pálido da lua. Até mesmo a respiração de todos tinha uma serenidade diferente.
         Sabia que tudo estava prestes a acabar. O buraco negro começou a se fechar e meu corpo desceu lentamente. Meus batimentos cardíacos estavam mais fracos. Logo que encostasse no chão, estaria morta. Pelo menos, meu corpo poderia ser enterrado.
         Sorri em meu último momento de vida. A imagem de James apareceu em minha mente. Eu esperava que após minha morte, sua lembrança ainda permanecesse em minha alma.
         Meu corpo bateu na terra pela última vez.

Escrito por StarGirlie.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

36º Capítulo de O Beijo da Morte

Trigésimo Sexto Capítulo
Lilá

         E a luta começara.
         Todos ainda estávamos meio chocados pelo que havíamos acabado de ver: o real poder das Ners. Talvez elas nem tenham percebido a mudança que causaram em nós, mas eu, sim, havia notado.
         Continuava triste, é claro, mas algo crescera dentro de mim. Esperança, essa era a palavra.
         Logo que Bianca e James começaram a lutar com minha mãe, August e Madi se juntaram para acabar com Vitória e Nate e Helena começaram a brigar com Manoela. Estava prestes a arrancar minha filha da briga, quando Karl me puxou para um canto.
         -Lilá, há algo errado. – cochichou ele, com urgência na voz.
         -Sim, há várias coisas erradas, a começar por Helena...
         -Não. – cortou-me ele. – Não é isso. Há algo poderoso vindo, eu posso sentir.
         E isso mexeu comigo. Não por causa das palavras, mas sim porque eu sabia que eram verdadeiras.
         -Sinto também. – confessei. – E estou com muito medo, Karl.
         Ele me abraçou, preocupado. Ambos sentíamos que algo mais forte do que até mesmo Vitória, Manoela e Amélia. Alguma magia da floresta havia sido despertada, e estava atrás de alguém.
         Para ser mais exata, sabíamos que a magia queria Bianca, Madi e Helena. O poder delas, que tanto havia ajudado a todos, devia retornar para a terra.
         Mas, como havia percebido, o poder fazia parte delas. Elas eram o poder. O que significava que minha filha, minha melhor amiga e sua mãe iriam morrer.
         E não havia nada que eu pudesse fazer.
         Abracei Karl, tentando não pensar nisso. Precisávamos acabar de uma vez com os vampiros assassinos que batalhavam. Por mais que um deles fosse minha mãe.
         Estava quase saindo dali, correndo para ajudar Nate e Helena, quando Karl pegou, gentilmente, mas de forma desesperada, meu braço.
         -Lilá, espere.
         -Não posso mais, Karl...
         E ele me beijou. Era um beijo triste, mergulhado em lágrimas. Mas também era feroz, já que sabíamos, seria o último.
         Abracei-o forte, enquanto nossos lábios ainda estavam colados. No meio a tanta confusão, malmente pude pensar em Karl. Pensar em mim mesma.
         -Lilá, me desculpe. – disse ele, com mais lágrimas caindo. – Eu não quis te causar tudo isso. Não quis que você tivesse ficado grávida, não quis ser um lobisomem. E, se sobrevivermos, me afastarei de você, como merece.
         Neguei com a cabeça.
         -Não se desculpe. Você me deu Helena, meu maior presente. E, se não fosse um lobisomem, nunca teria conseguido fugir dos vampiros. Só não entendo como se controlou...
         -Não importa. – interrompeu ele, como se isso doesse. – Também não saberia responder essa pergunta, mas de uma coisa tenho certeza. Eu te amo, Lilá, e isso nunca vai mudar.
         Chorei mais ainda com aquelas palavras. Como doíam! Karl havia conseguido até mesmo domar sua maior força interior, apenas por mim. E tudo que eu havia feito fora julgá-lo.
         -Ah, Karl. Também te amo. Muito.
         Não havia palavras para dizer o que eu sentia. Admiração, orgulho, amor. Nenhuma destas bastava.
         Dei-lhe mais um beijo, antes de largá-lo e sair de perto. Se continuasse ali, nunca mais iria sair.
         Tentei tirar os pensamentos de minha cabeça, já que uma luta mortal estava acontecendo. Mas, quando realmente vi o que ocorrera, suspirei, um pouco mais aliviada. Amélia, Vitória e Manoela estavam no chão, inconscientes.
         Eles conseguiram.
         Eles as venceram.
         Olhei para Helena, que estava toda descabelada e suja, e sorri. Aquela era minha filha. Minha pequena filhinha, que agora quase com cinco anos (aparentemente, pelo menos), já havia derrotado vampiros poderosos.
         Mas antes mesmo que eu pudesse abraçá-la, aconteceu. No meio de todos nós, um buraco começou a surgir.
         Gritei pelo nome de minha filha, e depois olhei para a mão de Karl, que me segurava. Por pouco, eu não havia ido junto.
         E, enquanto todos berravam de pavor, o buraco ia aumentando. Vi Nate, após um grito desesperado de Karl, segurar a mão de Helena, que parecia estar sendo sugada para dentro daquele buraco.
         E então eu percebi que a hora havia chegado. Bianca, que estava abraçada a James, também berrava de medo. Queria permanecer, queria ficar ali.
         Meu pai estava com as mãos apertadas em torno de Madi, que chorava como nunca vira. Ela o beijara, e sussurrara alguma coisa, e percebi que estava sendo difícil demais para todos.
         Mas o que eu, uma mera humana, poderia fazer?
         O buraco, agora como um mar de luz, estava chamando seus poderes novamente. Estava chamando seus descendentes, seus filhos.
         Os filhos da morte.
         E, a cada segundo, a força que fazia sob Bianca, Madi e Helena era mais forte. Até que minha filha, a única que parecia ter compreendido que aquilo era inevitável, se soltou de Nate.
         Antes de ser sugada, lançou um último olhar para mim e para Karl, um olhar que dizia claramente... Eu te amo.
         Não sei como fiz aquilo, e como tive coragem.
         Mas, depois de meio segundo, pulei atrás de Helena no buraco iluminado.
         Pulei para minha morte.
         By Babi 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Resultado da Enquete: Um Casal Realmente Amado

Estamos na reta final de O Beijo da Morte e por isso, mais uma enquete sobre a novela acabou. E teve um resultado chocante, quase uma lavada contra os outros concorrentes! Ao contrário da última enquete, todas as opções foram votadas. E o casal favorito dos leitores é...


Eles são um casal muito fofo! Não tem como não amar! E pensar que Bianca praticamente o odiava no início da novela. Tanta coisa mudou...
Beijinhos, StarGirlie.

Madi e August: Propaganda de O Beijo da Morte


E aí? Estão ansiosos para a última semana de O Beijo da Morte? 
Beijinhos, StarGirlie;

35º Capítulo de O Beijo da Morte

Trigésimo Quinto Capítulo
Bianca

         Meu corpo tremia. Nunca sentira nada igual. O poder era demais para meus ossos, mas eu tinha que sobreviver. Por Madi. Por James. Por Nate. Por Lilá. Nada mais importava. Eu só precisava sobreviver até o fim da Batalha e tudo estaria bem.
         Pelo menos, eu estava revigorada depois da mini maratona de beijos com James. Bastava apenas um beijo de amor verdadeiro para restaurar minha saúde e, bem, fizemos muito mais que isso.
         Podia escutar todos os vampiros explodindo a certa distância. Alguns resistiam. Aqueles que sabiam sobre as Ners não eram capazes de morrer com feitiços. Teríamos que enfrentá-los pessoalmente. Não havia problema algum nisso. Entretanto, algo me dizia que tudo sairia de controle.
         Paramos de murmurar. A chuva parara de cair. Os passos não eram mais audíveis. Finalmente, retomava meus sentidos e podia sentir o toque dos dedos de James nos meus. Queria poder fugir com ele para um lugar onde não nos encontrassem.
         Quando o silêncio se estabeleceu, tanto James quanto Nate se curvaram para perto de mim e sussurraram em meus ouvidos:
         -Feliz aniversário, Bianca.
         Eu não sabia do que eles estavam falando, até que me lembrei de que dia era hoje. Obviamente, já passara da meia-noite e meus dois cavalheiros estavam tentando me distrair da guerra. Era incrível como eles conseguiam ser meigos não importava a situação.
         Madi me abraçou, com lágrimas nos olhos. Percebi que em seus pensamentos ela não conseguia me ver envelhecendo. Temi que aquela sua previsão estivesse certa. As Ners tinham o dom da visão futura, mas algumas vezes errávamos. E essa era minha última esperança.
         -Que você viva muitos anos mais, querida – disse August, educado como seu “filho”. Karl, Helena e Lilá também foram adoráveis comigo, mas ninguém realmente estava feliz. Sabíamos que Amélia, Manoela e Vitória estavam a caminho. As três vampiras que sobreviveram ao nosso ataque.
         Deixei que Nate me aconchegasse em seus braços, antes de finalmente estar com James. Era a ele que eu pertencia, mas meu coração avisava que não seria por muito tempo. Apertei mais meu abraço e desejei com todas as forças que houvesse mais tempo. Não podia perder meu vampiro. Nunca.
         O que está acontecendo, Bianca? Sua mente está tão... Triste. E hoje é seu aniversário. Seu aniversário de quinze anos.
         Mas James... Eu perdi muito tempo no colégio, não tenho uma vida normal, descobri que meu pai queria me matar e o vi ser morto pelo meu namorado – desculpa Bia... – Sem desculpas. Não é culpa sua. Só que eu não consigo mais ser a Bianca de antes. Tudo mudou tanto. E nós dois sabemos que meu fim está próximo.
        Você sabe que pode reverter o destino! Você é uma Ners...
         Acima de tudo, eu sou humana. Eu vou morrer, James. E ninguém pode impedir.
        Antes que percebesse, eu estava chorando sem parar. James tentava inutilmente me acalmar, mas ele também sofria. Nossa grande história de amor estava prestes a acabar e não havia nada que pudéssemos fazer.
         -Apenas me beije – disse James me surpreendendo. Subi na ponta de meus dedos e uni nossos lábios mais uma vez. Sabia que não era certo se empolgar na frente de minha mãe e da Helena, mas não conseguia me controlar.
         Além disso, aquele beijo era totalmente diferente dos outros. Havia algo estranho. Era bom, mas incomum. James estava fazendo algo e eu não conseguia saber o quê. Então, acabou.
         -Parabéns, casalzinho. Que tal lutarmos agora? – disse Amélia saindo das sombras. Seu sorriso foi a única coisa que vi antes dela... Bem, pular em cima de mim. E tudo se escurecer.
Escrito por StarGirlie.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Uma "briguinha" de colégio: Propaganda de O Beijo da Morte


Beijinhos, StarGirlie.

34º Capítulo de O Beijo da Morte

Trigésimo Quarto Capítulo
Lilá

         Peguei-me divagando. Bianca parecia agitada, mas mesmo assim... como se pudesse vencer todos aqueles vampiros. Outra coisa parecia deixá-la daquela forma, mas não entendi o que na hora.
         James estava quase... feliz!? E, minha filha, que continuava em meus braços, lançou um olhar estranho para sua tia. Malícia. O que estava acontecendo com eles? 
         -Vamos dar as mãos. – disse Madi, dirigindo-se para a filha e também para Helena.
         Olhei para ela, não querendo largar de minha criança, que agora aparentava ter três anos.
         -Mamãe, é o melhor. – disse Helena, com seus olhinhos infantis, mas fortes.
         Soltei um suspiro.Aquilo era difícil. Difícil demais.
         Acho que Helena compreendeu que eu não conseguiria fazer isso sem ajuda, então olhou para o pai, já transformado novamente em humano.
         -Papai? – perguntou ela, e ele veio até mim. Desviei o olhar, pois sabia que estava desesperada como nunca antes estivera. Sentia minha filha indo embora.
         Karl tocou meu rosto de forma delicada, e lembrei-me daquela noite... Queria tanto poder ser uma adolescente normal. Uma com inseguranças normais, com problemas normais. Sim! Eu queria ter até mesmo as piores coisas, desde que...
         Desde que eu não estivesse envolvida num mundo onde não se pode sair uma vez que se está dentro.
         Finalmente, deixei as lágrimas rolarem e o abracei, soltando Helena. Todos viam o meu desespero. Era demais para mim.
         -O que aconteceu, filha? – perguntou meu pai, se aproximando. Larguei Karl por uns instante.
         -O que aconteceu!?!? – perguntei, brava. – Caramba, você ainda pergunta O QUE ACONTECEU? – respirei por meio segundo, antes de desembuchar tudo. – Nunca tive uma mãe! Nunca fui amada! Nunca pude fazer amizades reais, por medo que fizesse algo de errado com qualquer humano! Nunca tinha nem sequer beijado alguém antes de conhecer Karl! E tudo que eu mais queria, tudo que eu mais cobiçava, era nunca ter sido vampira, nunca saber da existência dos vampiros! E, de repente, chega Bianca. Vejo-me, então, não sendo mais um monstro. Sendo normal! E é aí que me apaixono. Por quem!? Por um lobisomem! E, claro, fico grávida. E me desespero, mas para quem falar? Bianca está em crise, e é uma Ners. James nem sequer presta atenção em mim. Meu pai está ocupado demais, sempre. E eu fico sozinha. Sozinha tendo que lidar com uma gravidez na adolescência e, adivinha!, com um problema com VAMPIROS ASSASSINOS! –berrei. – E você me pergunta QUAL É O MEU PROBLEMA? Minha própria mãe me odeia! Mas, apesar de tudo, o pior não é isso. O pior é que eu tive minha filha, e a amo. A AMO, entendem? E sabe o que estou fazendo agora? Deixando-a ir. Vendo-a a se machucar...
         Neste momento, não agüentei mais. Todos permaneciam calados, e caí no chão aos soluços. Era difícil demais. Impossível para mim.
         -Mamãe, eu também te amo. – disse Helena, quebrando todo o silêncio, como se de tudo que eu tivesse dito, aquela fosse a única coisa em que realmente tivesse prestado atenção. Continuei a desabar.
         -Não vamos te deixar sozinha mais. – falou James, me surpreendendo.
         E foi então que ergui os olhos molhados e percebi. Eles haviam dado as mãos. Todos, haviam dado as mãos.
         E, no meio do círculo, lá estava eu. Lá estava eu, sendo protegida por todos.
         Naquele instante, me senti mal. Não por ter falado tudo que eu achava, mas por ter realmente achado tudo aquilo.
         Todos tinham problemas. Bianca se apaixonara por um vampiro e descobrira ser poderosa demais. Madi percebera que sua filha estava partindo, assim como eu percebera que Helena precisava ir. James estava vendo o amor da sua vida lutar para salvá-lo. Karl notava, assim como eu, que Helena estava em perigo e não tinha como protegê-la. August estava tentando não deixar que nada desse errado com sua família. Nate via Bianca feliz com outro, mas não reclamava.
         Por que ela estava, de fato, feliz.
         E eu, além de todos os problemas, incumbia aquele círculo também o meu egoísmo. Meu egoísmo, que agora saía para fora por meio de lágrimas.
         Levantei, secando meus olhos. Devia levantar, senão por mim, por todos eles que se sacrificaram.
         Percebi instantaneamente que já ouvia os vampiros perto. Teríamos de agira rapidamente.
         No segundo que pensei isso, Madi, Bianca e Helena começaram um mantra.
         - Adsequi non potes, quia semper amor regnet. Adsequi non potes, quia semper amor regnet. Adsequi non potes, quia semper amor regnet. Adsequi non potes, quia semper amor regnet.
         Em segundos, todos nós repetíamos.
         E toda a dor, a solidão, a angústia, o medo... Tudo que senti... Não sentia mais. Era como algo que nos iluminava. Como luz.
         Repetíamos, repetíamos, repetíamos... E, olhando para as três Ners do grupo, que eram as mais centradas nas palavras, escutamos uma barulho.
         Um longo e alto pio.
         Haviam pessoas morrendo. Ou, pelo menos, coisas explodindo.
         By Babi

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Bianca e Lilá: Mais Uma Propaganda Final


Beijinhos, StarGirlie.

33º Capítulo de O Beijo da Morte

Trigésimo Terceiro Capítulo

Bianca

Deixei que James corresse dezenas de quilômetros com Nate ao nosso lado. Era incrível como meu melhor amigo, mesmo sabendo que eu amava o vampiro, continuava me acompanhando. Sempre.
-Madi está bem? – eu não conseguia não pensar em minha mãe. Sabia que August a protegeria até o fim e que ela era extremamente poderosa, mas ainda a via como uma adorável dona de casa.
-Está sim – o James real que só conhecera há tão pouco tempo era totalmente diferente do que aparecia para as outras pessoas. Ele era educado e me amava mais do que qualquer outra pessoa no mundo. Simplesmente por eu ser eu mesma – August está com ela. Ele nunca vai deixar ninguém se aproximar de sua mãe.
Sorri ao perceber que aquilo era verdade. Todos haviam encontrado um par perfeito. August e Madi. Lilá e Karl. Eu e James. Até Anderson e Amélia. Menos Nate. Meu melhor amigo não encontrara uma pessoa que o amasse.
-Bia? – Nate me chamou enquanto corria. Eles sabiam que os vampiros nunca parariam de correr e um confronto começaria. Mas as Ners estavam se unindo, de forma que a batalha fosse favorável para o nosso lado – Você por acaso estava pensando em mim?
Corei instantaneamente. Nate nem precisava de uma resposta formal, mas esperou que eu dissesse algo. – Por quê?
-Porque eu te vi me imaginando sozinho – abaixei meus olhos e percebi que James estava mais tenso que o normal. Ele odiava a relação que eu tinha com Nate. Sabia que a culpa era sua. Tudo realmente começara quando o lobisomem me salvou de Charles – E algo me avisou que aquela imaginação não pertencia a mim.
James então parou. Ele olhou para trás exatamente quando meu coração deu um salto. Podia escutar as vozes de Helena e Madi em minha mente. Aquele era um efeito temporário. Daqui alguns dias estaríamos desconectadas novamente. Mas a união dera certo!
-Estamos preparados – no momento em que meu vampiro dissera isso, o mundo pareceu cair. A chuva chegou de repente e nos encharcou. A terra parecia tremer sob nossos pés.
Então, duas mãos enlaçaram as minhas. Do lado direito, estava James em sua mais gloriosa forma. Do outro, Nate parecia engolir o medo. Ele podia ter mais do que apenas 14 anos, mas nem de longe era tão antigo quanto meu... Namorado?
Aquela palavra não viera de minha mente... Era James! – Como você conseguiu isso?
O vampiro sorriu e eu senti em minhas entranhas o quanto ele queria poder me beijar naquele momento. Mas estávamos no meio de uma guerra e Nate estava ali.
-Apenas uma pessoa consegue entrar na mente de uma Ners em toda a sua vida. Ela pode transmitir tudo que quiser para outras pessoas, mas só um ser conseguirá adentrar seus pensamentos.
-É a pessoa para quem foi destinada – completei em voz baixa, mas Nate me ouvira e estremecera de leve. Ainda doía em meu coração deixar claro que ele não era minha escolha.
Esperava que James assentisse ou algo parecido, mas ele fez o que eu não imaginava. Puxou-me para longe e nos posicionou atrás de alguns arbustos. Nate não podia nos ver dali, nem nos ouvir.
-O que... – mas antes que pudesse responder, a mente de James entrou na minha. Bianca, eu preciso te dizer uma coisa.
-O quê? – era tão estranho aquela sensação. Tê-lo ocupando meus pensamentos era mais intenso do que qualquer outra coisa no mundo.
-Eu te amo – de repente, meu corpo agia sozinho. Minhas mãos seguraram o cabelo de James e ele me beijou de uma forma intensa como nunca antes.
Eu podia sentir seus dedos descendo por minha coluna, sua respiração em meu ouvido, sua mente pedindo mais como a minha. Naqueles minutos, não havia guerra. Nós dois só queríamos acabar com o desperdiço de tempo que nos vinha atormentando há mais de cem anos.
Sim, em seus braços, eu conseguia perceber que o estivera esperando por todas suas encarnações. Mas ele só podia encontrar a Bianca que eu era hoje.
A minha respiração estava ofegante e eu mal conseguia pensar se minha mãe, ou pior, Helena, conseguiam ver aquela cena. Pelo modo como ambas conversavam, percebi que não. James a estava bloqueando.
-Precisamos ir – arfei. O vampiro me afastou lentamente e os dois voltaram para o lugar onde abandonaram Nate. Nem precisava imaginar minha aparência. Madi exclamou em choque ao perceber o modo como sua filha estava desalinhada. Rezei para que ninguém tivesse uma mente muito suja.
-Eles estão chegando – disse Lilá. Todos estavam ali reunidos. O exército do bem era muito pequeno. Mas todas as Ners existentes na Terra estavam juntas e prontas para enfrentar tudo que viesse pela frente.
-Agora – e toda a existência que eu conhecia mudou.

Escrito por StarGirlie.