quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Novos Personagens de A Vida Depois do Fim

Conforme os capítulos estão passando, o número de personagens na novela vem aumentando. Segue abaixo os novos (essa página será atualizada a cada nova aparição importante):

Silvia Longbottom – Nina Dobrev
A garota mais popular de Hogwarts, Silvia é da Lufa-Lufa. Sempre está acompanhada de Lorcan e os dois muitas vezes inclinam-se para a maldade. Namorou Alvo em seu segundo ano e tenta de todas as maneiras transformar suas ficadas com Scorpius em um namoro. Não suporta Rosa.

Tiana Jaqueline Chang (TJ) – Katie Leung
A segunda melhor amiga de Lilian é a filha de Cho Chang. Não gosta dos “eles”, como ela, Rosa e Lily denominam os populares. Defende suas melhores amigas até o fim.

Hugo Weasley – Rupert Grint
Filho de Hermione e Rony, Hugo é a primeira vítima da Maldição do Segundo Ano. Como todos da família Weasley, ele também faz parte da Casa Grifinória. Acredita que Scorpius é a maior ameaça que há em Hogwarts.



Felícia Ravenclaw – Emily Osment
Descendente direta de Rowena e Helena Ravenclaw, a garota de 13 anos vive escondida na Sala Precisa, tendo como amigos apenas Rosa e Scorpius. Acredita que ela ainda será a melhor amiga de Rosa, pois sempre quer o bem dela. 

Beijinhos, StarGirlie.

Pista #3

"A terceira finalmente conseguira o que queria. Mas com isso, chegou a perda. Ela caíra nas sombras."

Beijinhos, Babi

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Segunda Sombra - Jenna





         Dou uma última tragada no cigarro. Sei que essa será realmente a última, então inspiro com força... e solto o ar. O último dos últimos.
         Penso em tudo que estava acontecendo. Eu não iria me matar. Eu já estava morta. E afinal, que outra saída há para mim?
         Boto agora de lado meu cigarro, ainda sentindo a queimação da fumaça em meu organismo. Abro todas as janelas do meu apartamento; moro no vigésimo sétimo andar, e acredite, me sinto mais protegida assim. É a única coisa que parece bem: estou praticamente no céu.
         Retiro todas as roupas de meu corpo e me olho no espelho que há na sala. O ar que sai das janelas é frio, mas acabo não sentindo nada. Sei que levará pouco tempo, quase nada. Ou assim espero.
         Passo a mão por mim mesma mais uma vez, lembrando de todos que já me tocaram. Todos sujos, todos podres, todos esquecidos. Para mim, enterrados há tempos no fundo da mente e só trazidos à tona pelas dores.
         Viro-me de lado e analiso as curvas de meu corpo. A barriga ainda não começou a crescer, mas sei que isso é tão certo quanto a chuva que cairá mais tarde. Está escrito nas estrelas, e vai acontecer.
         Penso na criança que se encontra dentro de mim. Provavelmente uma migalha de pão ainda, mas uma criança de qualquer modo. Minha criança.
         As lágrimas lutam para cair, mas seguro-as com força. Não chorarei por isso, prometi à mim mesma.
         O pai da criança eu nem sabia quem era. Descobri há pouco que estava grávida, e este foi somente mais um fator para que eu decidisse fazer isso. Não havia como dar uma vida decente para ele, uma vida boa. E não queria que fosse criado como eu fui.
         A minha vida se perdera há anos. Nunca tive mãe, pai, família, namorado, amor... nunca. Eu sempre fui usada, jogada e pisada por todos. E se fosse para colocar mais alguém no mundo, não seria dessa forma.
         Já disse que a vida é cruel? As pessoas são cruéis, não há piedade, humildade, aceitação... tudo que se vê é preconceito, dor, sofrimento. E eu não desejo a ninguém uma vida assim.
         Vou em direção ao banheiro e pego a escova que veio junto a mim no orfanato em que fui deixada. A única prova de que realmente havia sido abandonada. A prova fatal.
         Penteio meu cabelo e noto que, apesar de meu rosto estar magro, minha pele estar cinzenta e meu coração não aguentar mais bombear sangue, estou bonita. É quase como se um último brilho ainda surgisse em meus olhos, mas em menos de meio segundo, este brilho desaparece. E a beleza vai junto.
         Olho para os lados. Ali está a velha banheira que eu usara durante pelo menos um terço de minha vida. É ali que quero morrer, ali onde minha vida mudara.
         Ligo a água, e enquanto jorra, penso em quando ainda era criança. Uma criança perdida, esquecida. Uma criança que faria de tudo por um pouco de carinho, um pouco de afeto. Mas eu mudara. Eu havia ficado dura, triste, brava. Eu havia mudado, contanto, o mundo não. Ele continua como sempre foi.
         Faço menção a entrar na banheira, mas antes disso, me abaixo e abro a última gaveta. Lá, debaixo de algumas toalhas, pego o objeto que guardara durante muito tempo. Um revólver, uma bela e brilhante arma.
         Levanto novamente e encosto a arma em minha cabeça. Olho para o espelho e respiro fundo.
         Abaixo o revólver e entro na banheira. Depois de alguns minutos, decido que chegou a hora.
         Pego novamente a arma e coloco logo acima de minha orelha, mirando a cabeça. Uma pequena lágrima escorre de meus olhos, e eu preparo-me para puxar o gatilho.
         Antes que de acabar logo com tudo, pouso a mão sobre minha barriga.
         “Por você, meu filho.”
         E puxo o gatilho.

By Babi

Pista #2

"A Segunda não suportou a notícia e decidiu dar um basta nisso tudo. Ela caíra nas sombras."

Beijinhos, Babi

Por que eu sumi...


Pessoal, como vocês podem ter reparado, eu desapareci meio que do blog ontem e hoje até agora. É que  passei muito mal nesses dois dias, tanto que acabei faltando na aula e em PROVA! Vou ter que fazer segunda chamada e tal... Enfim, achei melhor avisá-los sobre isso, para que não haja problemas. O capítulo será postado hoje normalmente. E, a propósito, adorei a Primeira Sombra, Babi! 

Beijinhos, StarGirlie.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Primeira Sombra - Alice



Sugiro que leiam com a música, fica bem mais tocante. Hehe

           Não foi tão fácil quanto todos imaginam. Não foi bonito, não foi emocionante, não foi nada. Simplesmente foi.
            Cometi muitos erros durante a minha vida. Nenhum deles tão forte quanto deixá-lo ir. E ele foi. E ele se foi.
            Lembro de nosso primeiro encontro. Nós dois novos na aula; dois bailarinos crescendo juntos, aprendendo, se amando. O ballet, o ballet fez com que isso fosse possível.
            E como numa dança, fomos juntos. Ele me guiando, eu sempre atrás, apreciando sua capacidade de amar. Dez anos de puro amor.
Eu e André, duas almas para sempre unidas, mas perdidas no tempo.
            Hoje, com dezessete anos, estou quebrada. Assim como uma taça que não serve mais, estou quebrada. Mas ainda há vinho em mim, apesar de não ser como antes. Ainda há muito vinho.
            Lembro do primeiro beijo. Meu primeiro beijo, nosso primeiro beijo... tanto faz. Ele foi, e sempre será, meu primeiro. E eu o amo, amo demais.
            Pego agora as minhas sapatilhas. As dele ainda estão repousadas aonde deixou. Não tive coragem de tirá-las de lá, apesar da dor que me causam. Nunca mais vou me curar; é uma doença perpétua. Uma doença que eu nunca imaginei poder ter. Saudade, tristeza, solidão... chame como achar melhor.
            Uma profunda voz vem gritando em minha mente algo que não quero acreditar, mas sei que é verdade: “Você não deveria tê-lo deixado ir”.
            Mas eu nunca poderia saber. Ele completara dezoito, o exército era algo que parecia bom na época. Chorei muito, isso foi real, mas esperei todas as cartas, todas as ligações, tudo – com a certeza de que ele iria voltar. Mas não voltou, não voltou.
            A primeira carta, depois de um mês sem notícias, dizia que ele estava bem. Um único pedido foi feito: “Pegue o selo e guarde como eu lhe guardo no coração”. E eu peguei, mas para minha surpresa, atrás dele havia sangue. Eu sabia que as cartas eram avaliadas e verificadas, então percebi que fora a única forma que meu amado encontrara de mostrar que estava ferido. E essa foi a primeira vez que entendi que talvez ele não fosse mais voltar.
            A segunda carta continha as mesmas instruções que a primeira: “Pegue o selo, pois assim saberei que se lembrará de mim enquanto eu estiver fora”. E, com medo, peguei-o. Atrás, mais sangue se fazia presente. Chorei durante um mês inteiro, sofrendo a dor da saudade. Mas eu ainda acreditava que tudo ficaria bem. Como fui tola.
            A terceira e última carta não teve nenhuma instrução. Apenas falava que tudo ficaria bem; mas ao retirar o selo, vi que não havia sangue. E eu senti: ele havia partido.
            Agora, já fazem cinco meses. Cinco meses sem meu amor, sem minha vida, sem minha alma. Cinco meses nas sombras.
            Esta carta que estou escrevendo é para que vocês saibam que há um único motivo para que eu não me entregue e deixe que os anjos me levem até ele. Um pequeno e gracioso motivo: em poucos meses, meu primeiro e único filho nascerá.
            E acredite, eu vou suportar. Por ele, mas, principalmente, por André. Para todo o sempre, por André.
               Alice

By Babi

10° Capítulo A Vida Depois do Fim


Décimo Capítulo
Petrificado?


         -Ela queria me matar, Lily. – falou Scorpius, já na ala hospitalar. –Eu senti que ela queria me matar.
         Chacoalhei a cabeça, negando.
         -Não. – falei. – Ela nunca machucaria uma mosca. Mas o irmão dela morreu, entenda Scorpius. Meu primo morreu. O que queria que ela fizesse? Lhe abraçasse?  Rosa não é assim. E Hugo era importante demais para ela, qualquer coisa que indicasse algum culpado a faria agir assim. Mesmo que fosse você.
         -Como assim mesmo que fosse eu? Ela me odeia, e eu a odeio também!
         -Scorpius, eu sei que lá no fundo você sabe o que eu estou pensando.
         Meu melhor amigo virou a cara. Já era de noite e as luzes estavam apagadas, mas eu sabia que seu rosto estava rubro.
         O barulho do ranger da porta invadiu a sala. Eu não deveria estar ali, naquela hora da noite, mas não tive tempo para me esconder.
         -Graças a Deus, te achei, menina! – disse TJ, entrando e parecendo aliviada. – Aconteceu uma coisa!
         Olhei para minha amiga. Ela parecia simplesmente radiante.
         -E posso saber que coisa é essa?
         TJ deu uma gargalhada e escutei passos no corredor.
         -Veja por você mesma. – falou ela, antes que a porta se abrisse novamente.
         Madame Generva, a “curandeira” da ala hospitalar, entrou ao lado de Hagrid na sala. E no colo do grandalhão, estava um Hugo adormecido.         Meus olhos se arregalaram. Hagrid assoava o nariz, ainda com o garoto no colo, e em meio as lágrimas pude entender algo como:
         -E-ile n-a-num-nã-o – morrieu!!
         E deduzi que Hugo não estivesse morto.
         -Como assim? – disse Scorpius, sendo mais rápido do que eu.
         -É uma maldição. E das brabas, mas espero que com minhas mandrágoras resolvam o problema. – falou Generva.
         -O QUÊ? –falei. – MANDRÁGORAS?
         -Sim, senhorita Potter. E gostaria de saber o que está fazendo aqui, mocinha. Não deveria estar na cama?
         -Claro, claro... mas, se são mandrágoras... ele está...
         -Petrificado. – disse Lysander, aparecendo na porta. – Vim ver como está o Hugo. Fiquei sabendo da maldição.         -Não precisamos de você. – disse, ríspida.
         -Engraçado... – disse Lysander, olhando para mim. – Tanta inteligência, desperdiçada.
         Virei-me para ele com um olhar penetrante, que o fez se calar. Não era hora para elogios.
         -Scorpius, - disse. – Acho que preciso ir. Volto amanhã.
         Meu amigo concordou, e quando eu estava saindo da sala, puxei Lysander para junto de mim.
         -Você vem comigo. Precisamos pegar uma certa capa, - sussurrei. – e ir até uma certa biblioteca.
         O garoto sorriu e respondeu:
         -Achei mesmo que estava demorando demais.
         By Babi
Ps: ando fazendo capítulos menores, mas acho melhor assim. O que vocês preferem?