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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Recomeço


                Já sentiu isso? Esse frio na barriga, essa ansiedade, essa vontade de sorrir, ou, em diversas vezes, chorar?

                É o recomeço. Ou, pelo menos, é o que significa tudo isso para minha vida.
                Amanhã será meu primeiro dia de aula de 2013. Não sei se o seu já passou, se ainda virá, mas, como estou indo para o ensino médio, tudo tem cara de “coisa nova” ao meu ver. Não paro de lembrar-me daquela garotinha entrando pelas portas do colégio aos seus cinco anos, no início do fundamental.
                Quem era aquela menina? Alguém muito diferente de mim, tenho certeza. No decorrer destes dez anos, mudei demais. Decepções, desilusões, experiências... Até o mínimo detalhe contribuiu para que a pessoa que sou hoje em dia fosse formada.
                Mas, o mais importante, afinal, não é que esta pessoa do hoje seja melhor do que a do ontem? E sinto-me realizada, de certa forma. Entretanto, incompleta ainda.
               Amanhã, mais um capítulo se iniciará. Ao término dele, já serei praticamente outra menina. Menina não, mulher!
                Engraçado isso de que o ensino fundamental tem dez anos, mais ou menos, ao passo que o médio tem apenas três. Sinto que vão ser períodos de muito esforço e, talvez, viverei tantas coisas nessas três primaveras quanto já vivi nas outras dez.
                O fato é que estou recomeçando. Amigos com quem convivi por muito tempo, estão começando a virar lembranças. Claro, muitos ficaram e ficarão para sempre, no meu coração, bem como professores e lugares. Mas, agora, está na hora de algo novo.
                Está na hora de acordar para a vida, me inventar, reinventar. Está na hora de ser eu. Ser uma nova eu, uma mais adaptada a essa nova etapa.
                Amanhã, tudo começa novamente. E este sentimento que tenho agora, a nostálgica ansiedade, o medo esperançoso do futuro, a angústia emocionante do que virá... Tudo isso é parte da coisa.
                É parte do recomeço.
              Coloque uma roupa nova, vá a uma festa, veja um filme e pense sobre ele, escreva um poema, ame, leia um livro, coma algo que tem vontade, dance sozinho no quarto, faça uma viagem, viva uma aventura, corra riscos, desenhe, cante no chuveiro, tire fotos, corra no campo, compartilhe, puxe papo com alguém, elogie todos os dias, crie histórias antes de dormir, abrace, sorria com seus amigos, e viva intensamente.
                Está pronto para recomeçar?
                3, 2, 1... Agora é com você.
                Bjs, Babi

quinta-feira, 3 de março de 2011

Chorar

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."

Charlin Chaplin


Devemos colocar em nossas mentes que um dia as coisas acabam e NÃO adianta chorar. 

Por incrível que pareça, eu não choro em mortes.

Não chorei em "Marley & Eu", nem em qualquer outro filme assim. Eu choro com nascimentos e com coisas que mostrem como o tempo passa.

Um exemplo é esse power point:

Eu simplesmente choro. Não sei nem porque, mas me emociona demais saber que certas coisas talvez nunca mais voltarão.

Mas eu acho o "morrer" tão natural. É como uma fase que passou. E eu, seriamente, acredito em vida após a morte. Não que eu ache que vamos para um paraíso e seremos felizes, mas acho que o espírito vaga, até encontrar outro corpo. Ok, não é bem isso, mas esse assunto não é uma coisa que possamos explicar em duas linhas, sendo que nem nós mesmos compreendemos o que queremos dizer.

Mas eu ADORO chorar. Eu acho a melhor coisa que podemos fazer. Perceberam que é só chorando que realmente começamos a analisar quem somos. E isso é bom, muito bom.

No caso da morte, o único motivo para choro é o fato da saudade que sei que sentirei. 

Mas por que chorar com a morte, se podemos rir com a vida?

Beijos, Babi