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sábado, 5 de julho de 2014

Nós não estamos em um flashback

        Jasmim entrou na sala de aula. Seu cabelo loiro estava espalhado pelos seus ombros e seus olhos demonstravam o quanto de cansaço ela sentia. Estava prestes a sentar em seu lugar habitual quando o viu.
        O garoto que fora sua primeira paixão, o mesmo menino que ela adorara com sete anos de idade, estava sentado no final de sua fileira. Nove anos depois e ele ainda tinha os mesmos olhos castanhos.
          -Jasmim? - a voz dele ecoou pela sala, mas, por algum motivo, a adolescente não se sentia confortável com aquele contato. Não parecia certo mexer com algo que fora esquecido há tanto tempo - Eu não acredito estamos na mesma sala de novo!
          -Oi, Rafael - Jas sentiu os braços dele a envolverem até que o garoto percebeu que ela não se sentia bem com seu abraço. Rafa, como a loira sempre odiou chamá-lo, afastou-se dois passos e a encarou novamente.
          -O que está acontecendo? Você não parece feliz em me ver. Você não parece a garotinha loira que brigava comigo - sua voz era carinhosa, mas Jasmim não conseguia responder no mesmo tom meloso. Era não só não era a mesma patricinha por quem eles se apaixonara, como também se tornara algo muito maior. E até melhor.
         -Desculpe-me, Rafael. É que eu deixei aquela menina para trás e não quero voltar a vê-la. O problema é que olhar para o seu rosto me traz todas as lembranças de uma época que eu quero esquecer...
         -Se o problema é esse, não olhe para a minha cara. Basta olhar em meus olhos e me responder, ok? Eu sei que você mudou e estou disposto a te mostrar que também mudei. É só me dar uma chance.
         Jasmim não teve como conter o sorriso. Nove anos se passaram, mas Rafael ainda era o mesmo menino que fazia de tudo para vê-la feliz. Talvez o mundo não precisasse ser tão sério como ela o via. O tempo passara, sua personalidade mudara, mas no fim das contas viver era apenas uma brincadeira. Se Jas continuasse se preocupando com todas as regras, acabaria perdendo a diversão. E, quando chegasse o fim, não haveria nada que a fizesse rir.
         -Tá bem. Só uma chance. Não ouse me decepcionar, hein?

Beijinhos, StarGirlie.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

O sonho não acabou

     Senti a animação da bola se aproximando de meus pés. Escutei a voz de todos os brasileiros do estádio me apoiando. Meu coração estava disparado, mas nada me impediria a continuar a lutar pelo sonho de meu país.
      Até que algo atingiu minhas costas. A dor me dilacerou imediatamente, lançando-me rapidamente para o chão. Um joelho tinha se chocado diretamente com a minha coluna e eu não conseguia suportar o sofrimento daquela pancada. As lágrimas começaram a cair de meu rosto, mas não havia ninguém perto. O jogo continuava... O que estava acontecendo?
       Foi então que vieram me atender. A dor piorava a cada segundo e eu não conseguia parar de chorar. Ouvia a respiração pausada de todo o brasileiro em meu cérebro. Eles não podiam desistir. Eles tinham que continuar torcendo. Queria poder avisar que estava bem, mas a verdade é que eu não estava. Sabia que algo havia acabado ali.
       Meu corpo foi colocado em uma maca e eu já não podia enxergar os outros jogadores. O choro piorou. Não havia nada mais que eu pudesse fazer. Mas de uma coisa eu tinha certeza: o sonho do hexa não havia terminado. Eu podia não jogar mais na Copa, porém o resto da Seleção tinha mais um brasileiro torcendo por eles. Meu coração dizia que aquela fratura não destruiria a esperança de ninguém. Nós seremos capazes de ganhar esse Mundial. O gigante não desiste fácil assim.

Fiz esse texto em homenagem ao Neymar, que hoje foi ferido em campo. Escrevi a cena da fratura com o eu-lírico se passando pelo Camisa 10. Espero que nosso craque melhore o quanto antes e que o povo brasileiro não desista de torcer pela nossa Seleção. O sonho do Hexa está cada vez mais próximo!
Beijinhos, StarGirlie.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Mais que um adeus

       Manuela fechou o último caixote de livros. Seu quarto estava totalmente inundado de caixas e mais caixas de mudança. Nem mesmo o painel onde colocava fotos de seus amigos estava preso na parede. Tudo estava frio, sem alma.
       Aproximou-se da janela e viu a rua movimentada a vários metros abaixo. Um casal de namorados brigava na esquina. A jovem de cabelos pretos gritava sem parar com um menino bem mais alto do que ela. Ele parecia chorar, pedindo que a menina se acalmasse. Seus braços a envolveram, mas ela só o empurrava cada vez mais para longe dela.
       Manu pensou em subir o vidro para escutar melhor a conversa, porém aquilo não era correto. O casal estava tendo uma discussão tão séria que, mesmo sendo no meio de uma rua, parecia uma afronta escutá-los. Permaneceu apenas vendo-os, ocupando seus últimos minutos naquele apartamento com a visão daquele amor tão frágil.
        A morena olhou para o jovem e hesitou em tocar seu rosto. Preferiu por segurar sua mão. Ele puxou-a para mais perto, mas a menina voltou a se afastar. Manuela já estava ficando impaciente: por que ela simplesmente não pulava em seus braços? Foi então que o menino se ajoelhou diante da garota com o casaco xadrez e retirou de seu bolso uma caixinha azul.
       Aquilo foi suficiente para Manu. Ela tinha conseguido ver um final feliz naquele apartamento, mesmo que não fosse o seu próprio. Podia ter chorado muito naquele local graças as brigas constantes com seus pais, mas agora era capaz de ver que os seus problemas não iriam manchar de dor o mundo. Em algum lugar, sempre haveria alguém para trazer felicidade ao nosso Universo.
      Um dia, serei eu do outro lado. Um dia, eu também terei meu final feliz, pensou Manuela, sorrindo pela primeira vez em semanas. Aquele casal lhe mostrara que ainda havia luz no fim do túnel. Agora só restava encontrá-la.

Beijinhos, StarGirlie.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Libertando sua personalidade

       Alice sentou-se no chão frio de seu banheiro e olhou para seus curtos cabelos loiros. Depois de ter fios pequenos por tanto tempo, a loira já não se lembrava o porquê de nunca tê-los deixado crescer. Talvez fosse o seu medo tão grande de mudar.
       Ali nunca vivera em outra cidade a não ser a de seu nascimento, nunca estudara em uma escola que não fosse a do seu primário. Sua vida era uma rotina interminável e ela sentia que havia algo errado, algo faltando.
       Pegou seu celular no bolso do shorts e olhou para o visor. Três mensagens novas, mas três pessoas antigas. Aquela vida não a fazia feliz, não a fazia completa, então por que continuar no que não lhe satisfazia?
       Entrou no Google e digitou o nome de uma faculdade qualquer que um dia escutara falar. Procurou seu curso e suspirou ao ver o programa incrível que a tão distante universidade lhe oferecia. Se ela fosse um pouco mais corajosa...
       Alice se levantou e olhou para o reflexo. Precisava mudar tudo em sua vida. Pegou sua carteira na cabeceira da cama e foi para o salão. Quatro horas depois, lá estava ela de novo, encarando a morena de cabelos pretos até a cintura no espelho. Sorriu para a garota nova que surgia em sua vida.
       A partir de agora, Alice não iria deixar nada mais conduzir sua história. Era ela quem iria escolher que caminho seguir, com quem conversar. Discou o número de sua mãe no telefone e com um sorriso enorme nos lábios avisou:
      -Mãe, eu quero fazer faculdade fora do país. Ah, e, a propósito, sou morena agora.
      Às vezes, para mudar não podemos ser racionais ou pacientes. Às vezes, mudar é agir na hora, naquele segundo, e viver a vida que você sonhou para si. Alice descobrira esse pequeno segredo da humanidade, e você, já descobriu?

Beijinhos, StarGirlie.

sábado, 28 de junho de 2014

Torcendo pelo nosso país

        Posso falar o que quiser do Brasil, mas tenho que assumir: quando o jogo de nossa seleção começa, não consigo pensar nos problemas de nosso pais. Por 90 minutos (ou 120 + pênaltis, como hoje), me sinto ligada a todos os outros 200 milhões de brasileiros. Por um curto período de tempo, a nação realmente se une e luta por um objetivo comum.
         Pode parecer um motivo fútil para se transformar em um só, mas o futebol faz com que todo o nosso povo sinta o poder que o nosso nacionalismo pode fazer. Hoje, nossos jogadores tiveram que enfrentar um jogo extremamente estressante e muitas pessoas já consideravam que o Brasil estava fora, mas foi o grito de todos os brasileiros que não perderam a fé que motivou o time a não desistir. E, no último pênalti, conseguimos!
          Sei que "Eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor" vai muito além de uma partida de futebol, de uma Copa do Mundo, mas não é por isso que vamos deixar de comemorar pelo nosso país! Preocupar-se com a saúde precária, com a política repleta de corrução, com a educação insuficiente, não nos impede de ainda de festejar o Carnaval, então, não vamos deixar de curtir a animação de uma Copa no nosso berço esplêndido.
          Hoje sofri bastante assistindo o jogo com a minha família e quero saber de vocês: como vocês estão assistindo os jogos do Brasil?

Beijinhos, StarGirlie.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Sensações

    Seu cheiro está impregnado em meu vestido. Seus olhos da cor do mar estão cravados em minha mente. Sua voz ainda ecoa em meus ouvidos. Mas seus braços já não me envolvem mais. O vazio ao redor de mim me atormenta e eu não quero estar mais sem você.
    Ainda sinto o prazer do seu abraço, ainda escuto nossa música, experimentando as mesmas sensações daquela noite e ainda me lembro de como era bom conversar com você. Estar com você. E eu não consigo me acostumar com esse buraco que ficou em minha vida sem a sua presença.
    Quase um ano já se passou, mas você continua aqui. Na minha porta, esperando-me. E a verdade é que eu também estou parada, só esperando sua mão segurar a minha, seu corpo me abraçar mais uma vez. Porque, não importa o que eu faça ou diga, eu sinto a sua falta. E nada no mundo conseguirá apagá-la a não ser você.
     Então, volte. Volte para mim.

Beijinhos, StarGirlie.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Nunca é tarde para mudar

       Depois de tantos meses afastada do Feitiço das Palavras, resolvi que não podia mais deixar esse pedaço de mim para trás. E, por isso, estou aqui diante da tela do computador de madrugada para tentar explicar tudo o que aconteceu para o meu sumiço e o que acontecerá daqui para frente.
        Esse ano comecei o Ensino Médio em uma nova escola e tudo mudou completamente. As matérias aumentaram 1000 vezes, a cobrança dos professores se tornou ainda maior e eu não conseguia de jeito conciliar minha vida escolar com a minha família e meus amigos. Quando eu tinha tempo livre, não conseguia deixar de querer ir ao cinema ou ao shopping e sempre quando voltava para casa estava exausta e não era mais capaz de escrever nada do blog. 
        Fui adiando e adiando e adiando minha volta para o Feitiço das Palavras e cada vez que eu tentava voltar, me via sem tempo novamente. Nas férias, quando esperava que teria tempo para escrever aqui, viajei para a Disney e simplesmente não sobrou nem um segundo antes da volta às aulas. Com o ritmo escolar retomado, tive uma rotina ainda mais corrida e cada vez mais me afastava daqui.
        Em agosto, eu não postei. Em setembro, eu não postei. E eu me recuso a deixar que em outubro os mesmos erros se repitam. Porém, para que eu possa compensar todo o tempo perdido, precisarei da ajuda de todos vocês. 
        Primeiro, preciso tratar sobre o final de A Última Escolha. A novela parou de ser escrita em fevereiro, com quase 20 capítulos faltando ainda. Oito meses se passaram desde então e eu espero que vocês entendam que já não me encontro mais no mesmo "clima" em que estava naquela época. Já tentei várias vezes continuar de onde parei e sempre paro, pois sinto que não eram essas emoções que eu queria transmitir quando comecei a escrever a novela há quase um ano. Por isso, peço desculpas a vocês e também imploro para que vocês entendam essa parada definitiva na novela.
        Segundo, sobre os textos só tenho uma coisa a dizer: irei postá-los sempre que eu tiver um minutinho sobrando! Como costumo escrevê-los na sala de aula, tentarei passá-los para o computador, pelo menos, uma vez por semana. Estou tendo certa dificuldade para encontrar inspiração nos últimos meses, mas tratarei de todos os assuntos possíveis até encontrar o que se aplica a mim novamente.
        Por último, tenho que pedir desculpas especialmente a uma pessoa, entre tantos leitores do blog, que há quase nove meses me propôs uma ideia tão maravilhosa, que, por falta de tempo, eu não consegui realizar. Raquel (do blog Viajando com Livros), por favor, me desculpe por toda essa espera! Antes de postar qualquer outra coisa no blog, irei cumprir minha promessa e te enviarei o nosso antigo combinado. Mesmo que ele não seja mais colocado em prática (a culpa foi inteiramente minha, então, eu te entendo se você tiver me substituído), irei lhe enviar, pois me senti tão feliz quando recebi seu convite que não poderia deixar ele passar de jeito nenhum!
        Espero que todos vocês me entendam e me acompanhem nessa nova fase do blog. Pretendo priorizar a postagem de textos e de outros assuntos que se relacionem com meu humor, mas espero que o quanto antes eu volte a postar as novelas. Porém, na próxima novela, não irei cometer o mesmo erro e irei escrevê-la inteira antes de começar a publicá-la. Nunca é tarde para mudar e a hora de começar é sempre agora. Vocês estão prontos para continuar nessa viagem comigo?

Beijinhos, StarGirlie.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Onde todas as palavras foram parar?

      Estou debruçada sobre o papel, implorando para que, pelo menos, uma mísera palavra apareça para afugentar essa dor que se recusa a diminuir. Preciso tirar essa angústia, preciso soltar essas palavras que estão presas dentro de mim, porém, nada parece forte o suficiente para arrancá-las de meu peito tão machucado.
       Eu não consigo mais escrever, não consigo mais desabafar, não consigo mais melhorar. As portas do meu coração estão se fechando rápido demais e eu não consigo alcançá-las a tempo. Estou trancada do lado de fora de meu próprio corpo e não sei como entrar novamente.
      As lágrimas caem sem parar, mas as fechaduras permanecem inquebráveis. Por favor, alguém pode me ajudar? Alguém precisa me ajudar. Eu não sei como acabar com essa situação, como encontrar eu mesma novamente. Estarei eu dentro de uma cela amedrontada, tentando pensar em algum modo de fugir? Ou simplesmente fugi e fui para um bonito lugar onde nada pode me ferir outra vez? Onde eu estou, onde toda a minha luz foi parar?
      Continuo a chorar e ninguém vem me socorrer. Só que, dessa vez, eu não consigo me levantar, porque sua mão não está lá para dar o único apoio que eu preciso. Eu não consigo me recuperar, porque sei que a única pessoa que pode me achar já não está mais ao meu lado. E nunca mais estará.

Beijinhos, StarGirlie.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Dessa vez, não mais

      Tudo havia mudado no último ano e não havia como voltar ao que éramos juntos. Eu mudei, você mudou. Nós dois aceitamos nosso Destino e não é hora de tentar renegá-lo. Quando qualquer coisa e pessoa no Universo está obcecada em nos afastar, o melhor, e mais seguro, que podemos fazer é simplesmente deixar o outro para trás.
       Você já está em outra trilha, outro caminho, para a felicidade e eu já embarquei em minha aventura também. Estamos cada vez mais longe um do outro. Sei que nossas vidas se entrelaçaram novamente, mas isso não importa. Não podemos nos aproximar novamente. Não, não, não!
      Meu coração pode estar berrando, minhas forças podem estar se esgotando para me controlar e me conter para não segurar sua mão, mas, dessa vez, não irei ceder. Dessa vez, irei lutar o máximo que posso para ficar longe de você, longe de tudo que já fui. Porque a cada passo que dou para longe de você, um passo estou mais perto dele.

Beijinhos, StarGirlie.

Obs: estou de férias desde quarta-feira (26), mas ainda estava me acostumando com o ritmo relaxado e só agora tomei fôlego para voltar!

sábado, 25 de maio de 2013

Um mundo de hipocrisia

      Cátia entrou no palácio em que a festa de sua maior rival estava acontecendo. Todas as velas estavam acesas e o mundo parecia inundado em uma luz sombria, macabra.
      Os convidados se movimentavam como se estivessem enebriados com a magia obscura que sempre acompanhava os atos da podre convidada. Não importava o quanto ela lhes fizesse mal; eles pareciam dispostos a humilharem a se próprios para conseguir um segundo de sua atenção. Patéticos, desprezou Cátia enquanto entrava na pista.
      A festa era tão grandiosa quanto o lugar que a recebia. O traje seguia a linha de um baile de máscaras e, para garantir que ninguém aparecesse com fantasias ridículas, a anfitriã se prontificou de entregar todas as roupas na casa dos convidados no dia anterior. Porém, Cátia se recusara a aceitar o controle de alguém que claramente não merecia nem mesmo um pouco de admiração.
      Enquanto todos no salão estavam vestidos com tons de azul e prata, a convidada escolhera um maravilhoso vestido vermelho. Ela não queria aparecer mais que ninguém, só queria mostrar que não era hipócrita que nem aquela corja que povoava o local. Cátia não iria submeter às ordens de pessoas que só sabiam ferir quem não as seguisse. Ela não iria ser como eles queriam. Cátia definitivamente era ela e não se importava nem um pouco se aquilo atingia os outros. Sua personalidade ninguém mudaria.
      O anúncio foi feito e a poderosa aniversariante desceu as escadas. Seu vestido era branco como a neve, mas sua maquiagem era preta como as trevas. Cátia sorriu. Os olhos da anfitriã pareceram se contrair quando ela avistou a convidada na multidão. Entretanto, enquanto se aproximava para cumprimentá-la, Cátia sabia muito bem qual seria sua reação.
       E, como em um roteiro bem estruturado, a aniversariante lhe deu um beijo no rosto, sorriu e disse que havia amado o vestido que Cátia usava. Em seguida, pediu desculpas e disse que precisava cumprimentar o resto dos convidados. Tão sincera, tão amável.
       Cátia riu, enquanto a rival se afastava. Ela sabia muito bem que a Garota de Branco tinha odiado sua roupa que se destacava no cenário palaciano, mas não haveria gritos, nem barracos, nem sentimentos verdadeiros. Mas a convidada não podia culpar sua anfitrião: ela só estava seguindo os passos de seus convidados como eles seguiam os seus em um ciclo vicioso.
      Aquele era um simples mundo de hipocrisia. As pessoas nunca mostrariam o que realmente sentiam, nunca diriam o que pensam e nunca ousariam nadar contra a maré. Sinceramente, é uma pena que Cátia não tem medo de ser quem ela é, mesmo que para isso tenha que lutar contra cada um que tentar destruí-la.
      E, com um sorriso nos lábios, a garota deixou sua taça sobre a mesa e se concentrou na música que estava tocando. A noite estava apenas começando e ela ainda tinha muito o que dançar.

Beijinhos, StarGirlie.       

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Conto de Princesa


                Era uma vez...
                E toda história que começa assim, supostamente, é um “conto de fadas”. Entretanto, sempre achei meio incoerente entregar assim, de forma tão fácil, as histórias para as fadas. Quem disse que o conto é delas? Quando é que decidiram isso? E, digo mais, se decidiram, com certeza foi sem minha aprovação.
                Nada contra as fadas, claro. Mas, como podemos notar por Branca de Neve, Rapunzel e biriri, bororó... Nem todos os contos de fadas têm as benditas FADAS! A minha, a sua e a nossa infância foi uma calúnia!
                Conto de fadas que é conto mesmo devia se chamar “conto de princesas”. Muito mais explicativo, muito mais correto.
                E o conto de fadas que gostaria de contar-lhes não é desconhecido, na verdade. Mas, para mim, é um conto de princesa – no singular, porque neste conto há apenas uma princesa.
                Vamos recomeçar...
                Era uma vez uma princesa. Sonhadora, romântica, criativa, amiga, sorridente. Seu nome? Não importa. Ela apenas era uma estrela.
                O conto foi curto e não teve final, como puderam notar. Mas não quis me estender numa história tão conhecida entre nós. Só tenho agora a parabenizar esta princesa nos seus Sweet Fifteen e desejar tudo e de bom. Que o príncipe não demore, o castelo seja grande e, o reino, cheio de amigos. SEMPRE!
                Com amor, Babi
                Ps: espero que esteja aproveitando a viagem. Não esquece dos presentinhos das miga aqui. Kkk'

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A primeira "segunda opção"

     Quando eu poderia imaginar que aquele menino bobo, insignificante, que eu tanto confundia com meu amor se tornaria alguém com tanta presença em minha vida. Como sonharia que aquele amigo fofo que tanto se importava comigo e que meus olhos nem conseguiam enxergar passaria a ser o Príncipe dos meus sonhos?
     O tempo escorre pelos meus dedos e cada segundo é mais um passo para longe de você. Mas eu não quero me afastar. Eu não quero fugir de seus braços como tantas vezes já fiz. Quero te abraçar, escutar suas histórias engraçadas, te fazer sorrir novamente...
      Sei que o passado não volta atrás, que toda a nossa história foi alterada, mas não posso resistir ao desejo que sinto por você. Há muitos meses, você pode ter sido minha segunda opção, mas agora definitivamente você é a primeira. Sei que já não me sensibilizei com seus presentes, seus atos queridos, mas isso mudou. E eu estou disposta a provar que não sou mais aquela menina distante. Estou disposta a te provar que você é quem eu quero.

Beijinhos, StarGirlie.

domingo, 21 de abril de 2013

Um Quadrado Novo

       Chega um momento em que todo mundo cansa de fazer algo que nunca dá resultados. E eu me cansei de gostar de você. Sua presença me irrita, seu rosto não me provoca nem mais um sorriso. Sua alma pode procurar a minha o quanto quiser, porque dessa vez ela não vai encontrá-la.
       Estou renovando o elenco da minha vida. Pode esquecer o seu papel de protagonista masculino. Eu não quero que você seja mais o meu par romântico. Você está sendo substituído e eu estou feliz por isso.
       Três garotos estão entrando no quadrado amoroso dessa temporada. Os capítulos estão passando, os personagens evoluindo. Você está preparado para o novo enredo que vem por aí?

Beijinhos, StarGirlie.

sábado, 20 de abril de 2013

Sorrindo

     Seus olhos se iluminaram ao me ver, seu lindo sorriso dominou seu rosto. Você parecia prestes a esquecer tudo que te fiz de ruim, todas as vezes que desprezei você e seu amor, porém, o bom senso te fez parar. Entretanto, seu amigo não se deu por satisfeito: empurrou você para a minha direção, riu e apoiou suas ações. A única barreira que te impediu de me abraçar, no fim das contas, foi seu orgulho.
      Seu melhor amigo, e também pior inimigo, chegou, mas meus olhos estavam fixos em você. Estou me divertindo tanto com esse jogo de reconquista! Você me fez feliz e depois quebrou meu coração; eu te fiz feliz, te fiz se apaixonar por mim e depois joguei seu coração em um triturador. Nós dois amamos e nos machucamos. Você não acha que chegou a hora de voltarmos a fazer o outro feliz e juntar todos os pedacinhos de nossos corações feridos?

Beijinhos, StarGirlie.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Você (de novo!)

        Não aguento mais você indo e voltando para mim. Estou tentando de todas as formas te esquecer, mas você parece insistir para que eu não faça isso. Você me tortura ao não me deixar partir, ao não permitir que eu enxergue seus amigos, que eu sinta algo por outra pessoa.
        Quando nos conhecemos, nosso amor foi uma libertação. Você me devolveu a auto-confiança que antes me dominava e, por um longo tempo, se perdeu, fez com que eu conhecesse tantas novas pessoas, colocou um sorriso no meu rosto que dificilmente desaparecia. Você era meu Paraíso na Terra, minha salvação.
        Porém, hoje em dia, você é meu Inferno, minha prisão. Seus olhos são minhas algemas, seus atos e suas iras são minha cela. Se você quer se afastar, afaste-se de uma vez. Para de brincar com meus sentimentos. Para, simplesmente pare, porque, se depender de mim, eu nunca vou me afastar de você.

Beijinhos, StarGirlie.

sábado, 30 de março de 2013

O jogo começou

       Eu deixei claro a você que não seria uma garota fácil. Mostrei que não ligava e nem gostava da sua presença. Te usei, brinquei com os seus sentimentos e, na última vez, te desprezei. É claro que te magoei, mas meu coração estava quebrado e eu realmente merecia uma vingança final.
        Porém, agora esse capítulo de nossa história terminou. Nós dois merecemos seguir em frente e acabar com essa guerrinha particular. Ambos erramos, ambos nos vingamos e agora ambos estamos de volta. As coisas entre nós dois nunca mais serão as mesmas, mas isso é uma vantagem. Agora, podemos deixar de ser amigos e partir para algo mais... Interessante.
         O passado foi jogado fora. Um novo jogo de amor começou e os dados estão sendo lançados. Você vai participar ou ficará de fora da partida?

Beijinhos, StarGirlie.

sábado, 16 de março de 2013

Saudades do Amor

       Ainda está clara a visão de seu sorriso, de seu olhar brilhante, de sua boca tão perto da minha. Entretanto, o tempo não parou de passar por causa de tão belas e vívidas em lembranças. Os meses continuaram a se esvair de minhas mãos; os minutos, antes eternos, agora me fazem sofrer e desejar sempre mais e mais; os segundos deixaram de ser irrelevantes e se tornaram meu alimento, minha energia para viver.
       Para onde foi o nosso amor, nossa história? Cadê os nossos olhares, nossos abraços tímidos, nossos segredos? Éramos tão próximos apesar de toda a nossa falta de coragem: sentíamos ciúmes, ríamos juntos, vivíamos momentos especiais... Seus amigos nos ajudavam tanto, mas haviam rivais escondidos nos braços da amizade.
       Sei que as tantas armações flagilizaram nossa história, mas eu não perdi as esperanças e sei que você não as perdeu também. Pode ser difícil encontrar o nosso caminho de volta um para o outro, entretanto não posso desisitir enquanto ainda houver esse sentimento dentro de meu coração. E, até o momento em que resolvermos acabar com essa situação, só me resta sentir saudades do nosso amor.

Beijinhos, StarGirlie.

terça-feira, 12 de março de 2013

Divã da Babi #3 - Ficada de uma noite?



                E então surge aquele carinha gatinho (ou não, têm pessoas que preferem os feios, vai entender) na festa/balada. Ele sorri, você sorri. Ele te olha, você desvia o olhar. Você olha para ele, e ele NÃO desvia o olhar. Ou seja, ele está na sua.
                E, claro, você já acha que ele é o seu príncipe, amor da vida toda, imagina seus filhos, imagina o casório, imagina tudo... Até que você percebe que viajou legal e está sorrindo feito uma babaca.
                Seu sorriso se apaga. Agora o que preenche a sua mente é: e se eu me arrepender depois? E se ele me der um fora? E se? E se????
                Quando você percebe, ele já está te puxando para “um lugar mais reservado”, ou “um lugar sem tanto barulho”. Você olha para suas amigas (que estão fazendo cara de “safadinha”), e não sabe mais o que fazer. Como está sendo puxada, acaba indo.
                Mas e aí, ficar ou não ficar?
                Têm meninas que não querem se prender, ficam mesmo, se divertem, curtem para valer. Mas, por outro lado, existem aquelas que têm a famosa “maldição do dia seguinte”. É só ficar com alguém na balada, que a criatura vira o centro das atenções até o próximo sortudo aparecer.
        E, muitas vezes, o sentimento não é recíproco e, tão rápido quando chegou, o menino DESAPARECE. Bruxaria, eu acho.
                 Essas garotas, coitadas, vão sofrer eternamente.  Haha, mentira, nem vão.
             Em minha opinião, vale a pena se soltar e ficar com o cara. Claro, não pode ser qualquer um, existem alguns quesitos básicos que  menino deve cumprir (ele tem que ser rico, bonito, charmoso, inteligente, fofo, engraçado, meigo, ter covinhas, andar de skate, tocar violão, gostar de animais, fazer cafuné... Não, pera...), mas, se você está a fim e ele está a fim, não tem porque ficar com medo de entrar em depressão. Se ficar com essa insegurança toda, nunca vai ser feliz.
                Mas, se a minha opinião contasse, eu não estaria aqui, e sim escrevendo para a Capricho.
              O fato é que, ao conhecer o cara naquela noite, você não sabe quem ele é. Não sabe se vai ganhar um pé na bunda depois, não sabe se ele vai ser realmente seu príncipe dos sonhos. Agora, a escolha de arriscar é apenas sua, o que mais importa é ter em mente que existem consequências e você deve ter condições de arcar com elas depois.
             Na realidade, o que eu REALMENTE penso é que você deveria sair um pouco desse computador, deixar de ficar preocupada com todas essas coisas e curtir um pouco a vida sem se preocupar tanto. Porque, caso não faça isso, pode acabar virando uma sedentária, gorda, cega, chata e neurótica.
                Resumindo, eu.
                Com amor,
                Babi

quarta-feira, 6 de março de 2013

A Batalha

        Os olhos ainda estavam fechados, o peito se contraía, tentando se proteger de uma dor que não podia ser parada ou destruída. As forças da delicada jovem estavam praticamente esgotadas; haviam sido anos de luta sem pausa para descansar.
         A garota recebera tantos golpes de mentes doentias, entretanto, nunca fora nocauteada. Suas pernas hesitavam no ato de se manter em pé, mas, no fim das contas, o cansaço nunca a derrubou. Não importa o quanto a ataquem, o quanto tentem destruí-la, ela não se deixa abater.
          As dificuldades chegaram, chegavam e chegariam durante toda a sua vida, mas a jovem nunca deixaria de lutar. As batalhas nunca terminariam.
        Então, a menina abriu seus olhos. A vida é uma interminável batalha, que, definitivamente, não espera nenhum soldado.

Beijinhos, StarGirlie.

terça-feira, 5 de março de 2013

Divã da Babi #2 -Amor ou amizade?



Amor ou amizade? Dúvida cruel.


                “Babi, socorro! Estou tendo um treco, não sei mais o que fazer! Acho que me apaixonei pelo meu melhor amigo, mas não quero dizer para ele e perder a amizade, mas também não quero continuar do jeito que está, não suporto vê-lo falando com aquela idiota da Fulana! O que eu faço? Me ajuda, please?”
             
   Enviada por mim, de mim mesma.

                O “testemunho” acima fui eu mesma que criei, para quem não entendeu. Escrevi isso aí porque, sério, estava com vergonha de falar, mas agora vai: é o tipo de caso que mais aparece naquelas colunas de “envie sua pergunta” de revistas adolescentes, estilo Capricho, Atrevida, Todateen e etc. Para ser sincera, eu não leio mais esse tipo de coisa porque tempo é algo que me falta (reforçando), mas já li bastante há uns dois anos atrás.

E... É o seguinte: se você nunca teve uma leve quedinha pelo seu melhor amigo, nunca pensou “acho que estou endoidando” ou algo do tipo, então aguarde, você ainda terá.

                Vamos aos fatos que comprovam minha teoria:

                -Adolescentes são confusos;
                -Adolescentes gostam de drama, gostam de reclamar, gostam de sentir que são as vítimas mais injustiçadas da Terra (#PRONTOFALEI, porque me incluo nisso, por mais que muitas vezes não perceba);
                -Adolescentes tem hormônios;
                -Adolescentes AMAM, sim!, para os queridos que acham ao contrário e esquecem que já foram adolescentes uma vez.
                Junte tudo isso, bata por três minutos no seu coração, acrescente algumas espinhas aí, passe uma noite em claro pensando sobre seus sentimentos e, PRONTO!, a confusão está feita.

                Imaginemos a cena...

                Você está gostando de um carinha. E vamos chama-lo de X (uma incógnita, sacaram?). Enfim, você se apaixona por este X e, novidade, ele quebra seu coração. Situação normal, aposto que já se identificaram...  E é aí que surge o Y! Como em qualquer situação matemática, qualquer sistema, todos sabemos que o Y só surge de intrometido pra ferrar com tudo de vez. Uma equação que já parecia sem resposta, de repente, fica com DUAS charadas não resolvidas.

                E o Y vem com tudo. Começa a cuidar de você, te dar atenção, vira seu melhor amigo (se já não era antes), oferece ombro, parece cada dia mais presente na sua vida, cada dia mais “irmãozinho”, como ele adora dizer e... Você percebe que o X já era, você já encontrou a solução para esta incógnita. Mas, reforcemos algo aqui, para quem não se dá bem nas exatas:

XY

                Ou seja, você achou uma solução. Mas agora, você tem OUTRO resultado para encontrar. E esse, minha querida, é um dos mais difíceis da sua vida! (nossa, que exagero)
                Agora que já te contei uma historinha e você está aí sentada (ou deitada, como eu), achando que eu li sua mente, vi seu passado ou previ seu futuro... Relaxe, eu tenho dicas.

                Como saber se é amor?

                Amor, amor, amor assim é complicado de saber. Mas você pode ter noção se está realmente a fim. Quer dizer, você não para de pensar nele, você vê casais e se lembra dele, você lê um livro romântico e a imagem do Y vem à sua mente... Então, obviamente, você está apaixonada.
 Um bom teste para confirmar se é romance mesmo é pensar nele e na sua melhor amiga. O sentimento parece igual? Ou você vê sua amiga como irmã, enquanto, ao olhar para ele, enxerga seu Edward Cullen versão mirim? Caso a se pensar.

                “Mas e então, Babi... Confirmou, eu estou caidinha por ele!”

                Não se desespere, isso pode ser um bom sinal. Quer ver?

                Vamos a minha experiência pessoal.

   Senta que lá vem história
                No começo do ano passado, conheci a criatura que chamarei de J para não ficar escrevendo o nome todo. Ficamos amigos e, na época, eu gostava de outro menino. E, por incrível que possa parecer, esse menino TAMBÉM gostava de mim ( :O ). Estávamos juntos, as coisas não iam lá tão bem como eu imaginava e foi então que a minha amizade com o J foi crescendo, e crescendo, e crescendo... Até que percebi que não dava mais assim. Estava com um menino, mas apaixonada por outro. 

                Triângulo amoroso é tão... Star. Kkk (essa foi para os fortes).

              Terminei com o meu antigo X (que não me magoou nem nada, na realidade foi super compreensivo e entendeu meu lado – hoje em dia somos amigos bem próximos, até acho que nos damos MUITO melhor assim) e me enganchei com o J depois de algum tempinho. Agora estamos aí, lindos e maravilhosos e, posso afirmar, ele é meu melhor amigo e me entende como ninguém.

                Fim.

                Minha história de amizade que vira amor deu certo. Por que a sua não pode dar também? E, além de tudo, existem muitos pontos positivos em tudo isso:

·    Ele já te conhece e gosta da sua companhia;
·   Você já sabe dos gostos dele, sabendo o que o agrada ou não;
·   O papo entre vocês já flui, então nunca vai rolar aquela coisa de silêncio constrangedor;
·   Você não precisa arranjar um jeito de chegar mais perto, porque, afinal, mais perto do que isso, só namorando mesmo;
·  Os amigos dele já estão acostumados com a sua presença.

                Como em QUALQUER situação da vida humana, existem os prós e os contras. É claro que pode acontecer de vocês acabarem se afastando, ou que ele não retribua o sentimento. Mas não dá para simplesmente fingir que isso não está acontecendo.

                Se você for amiga mesmo dele, acho legal jogar pistas, mandar músicas e tal (o J me enviou uma música e eu comecei a perceber que a amizade mesmo estava um pouco para trás... E isso me fez prestar mais atenção nele, inclusive). Ou, se ele for muito lerdo, dizer na cara dura que está meio confusa pode ser uma solução.

                O que não rola é ter medo. Pior do que está, não fica. Se guardar tudo pra você, quem vai sair da história magoada será, adivinha!, você mesma. E, além de tuuuuudo isso, se o menino for realmente seu amigo, vai tentar superar esse amor não correspondido contigo...

               ...Ouuuuu, pode ser que vocês se casem e tenham filhos no futuro. É algo a se pensar.

               Beijos, Babi

              P.S.: Viu, amor, dessa vez eu falei bem de você. ;)

              P.S.2.: Dicas, conselhos, problemas, ideias... Mande para o meu E-MAIL. babivsardi@gmail.com