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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Resultado da Enquete

"Sonho Nas Estrelas" foi uma minissérie super divertida e romântica escrita por nossa blogueira Babi, como uma forma de continuar escrevendo histórias mesmo não participando da criação das novelas. Eu sinceramente amei e, pelo visto, vocês leitores também!

E não se esqueçam de participar da Promoção Radiante, é só clicar aqui e seguir as regras muito fáceis!
Beijinhos, StarGirlie.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sonho nas Estrelas - Capítulo 3

Dia 17 de janeiro de 2012

“Canceriano (a),
Hoje o dia reserva surpresas! Não tenha medo de arriscar, pois seu dia é de sorte. Por mais que tempestades venham a surgir, sempre vai ter alguém com um guarda-chuva para lhe emprestar. Cor: rosa. Número: 02.”

                Acordei com uma mensagem de “bom dia”, vinda do João. Olhei para fora e vi que estava chovendo, então não poderia ir para praia. Apesar disso, o calor continuava.
                Também percebi que meu nariz estava entupido, e comecei a achar que aquele dia seria muito chato.
                Li meu horóscopo, tomei café da manhã, coloquei um vestidinho rosa (o meu favorito) e fiz uma trança no cabelo. Não havia mais nada para fazer.
                Brinquei de Cara a Cara com o Rafael e enjoei depois de cinco minutos. Eram quase onze da manhã quando outra mensagem chegou:
                “O q vai fazer hj? Não dá pra vir aqui? Tem salão de jogos J João”
                Perguntei para os meus pais se podia ir e disse que, se eles quisessem, poderiam ir comigo. Eles não fizeram questão, me deixaram ir sem demoras (te amo, mãe – te amo, pai).
                Cheguei e o porteiro me mandou subir. Logo veio uma moça loira muito bonita e simpática abrir a porta, se apresentando como Dora, a irmã do João.
                O apartamento era pequeno, só para passar as férias mesmo. João apareceu com o cabelo molhado, e disse que tinha acordado cedo para surfar.
                Fomos então para o salão de jogos, que ficava no primeiro andar. João disse que adoraria me mostrar o parquinho, mas que estava chovendo e isso não seria muito bom para mim, que já estava com o nariz trancado (ele percebeu também).
                Lá no salão de jogos, conheci o Vitor (que tinha 17 anos e morava na capital também – anotando para Wanessa), o Paulinho (que era um ano mais novo que eu) e a Jaque (que tinha 14 e era um amor de pessoa, além de ser muito linda).
                Jogamos ping-pong (que eu por acaso sou péssima, mas me diverti do mesmo jeito), sinuca, uns jogos de tabuleiro e futebol de botão. Depois, sentamos em uma roda e ficamos conversando.
                Meus pais me ligaram lá por uma da tarde querendo saber se eu voltaria para almoçar e se estava me divertindo. Disse que almoçaria na casa da Jaque, que tinha convidado todos nós, e que estava me divertindo muito, o que era verdade.
                Voltei para a conversa, mas logo que cheguei percebi que algo estava errado. Perguntei o que estava acontecendo, e o João lançou um olhar reprovador para o Paulinho, quando o  mesmo fez menção de abrir a boca.
                Em poucos minutos, estávamos novamente entretidos na conversa.
                Depois de mais uma hora, a mãe da Jaque, dona Suzana, nos chamou para o almoço. Como a Jaque e sua família eram do Rio Grande, a comida tinha um gosto bem diferente, mas não deixava de ser deliciosa.
                Contei pra dona Suzana (os pais da Jaque são separados, então ela só estava com a mãe em Iguape) que morara durante um ano e meio no Rio Grande, mas que isso acontecera quando eu era pequena por causa do trabalho do meu pai.
                Ingressamos num conversa sobre profissões e eu mais uma vez contei minha vontade de ser veterinária.
                Me diverti muito, e ao final do dia, o sol quase se pondo, após uma rodada de Panetone caseiro, Paulinho, Jaque e o Vitor tiveram de ir para casa jantar com os pais, deixando-me sozinha com o João no salão de jogos.
                -Então? – disse ele, sentando-se ao meu lado no sofá. – Gostou do pessoal?
                -Muito legais, amei conhecer todos eles! – disse mega animada.
                Um minuto de silencio se passou, e eu acabei bocejando.
                -Já está com sono?
                -E com frio. – disse, completando-o.
                Antes que eu pudesse fazer qualquer outra coisa, ele passou o braço por meus ombros, me fazendo deitar nos seus.
                Aquilo me deu um frio na barriga enorme.
                Fiquei ali, mas, apesar de estar quentinho, me sentia desconfortável. Não gostava da ideia de estar sozinha com ele ali, mesmo sabendo que ele não era exatamente “perigoso”.
                -João, acho que preciso ir...
                Na hora em que virei meu rosto para dizer que meus pais podiam estar preocupados, nossos narizes se tocaram. Fui para trás, já pedindo desculpas, mas quando eu fiz isso, ele sorriu, me deixando mais uma vez paralisada.
                Ele era incrível. Ele era fofo comigo. Ele era tudo que eu sempre sonhara.
                Então porque aquelas malditas borboletas no estômago não me deixavam em paz?
                -João, sério, eu preciso...
                Mas ele foi mais rápido e me deu um selinho.
                -Vem cá. – disse ele, levantando e me puxando com a mão, como se nada tivesse acontecido. Eu continuava paralisada.
                Ele abriu a porta da sala de jogos que dava para o lado de fora, mostrando um lindo parquinho iluminado pelos últimos raios do sol.
                Várias luzes estavam acesas acima do gramado, mostrando roseiras lindas em um lado do parquinho, onde havia um banco.
                A chuva continuava a cair, então João me mandou esperar. Foi falar algo com o sindico e voltou com um guarda-chuva. 
                Sem dizer nada, abriu-o, puxou-me pelo braço e fomos para onde ficava o banco, que estava molhado.
                Ficamos de pé ali, unidos fugindo da chuva debaixo daquele guarda-chuva.
                Ele tirou meu cabelo dos olhos. Pisquei fortemente e suspirei. Estava mais nervosa do que nunca estivera em toda minha vida.
                Ele se aproximou, sorrindo. E, quando nossos lábios estavam separados por milímetros, fechei os olhos.
                Nos beijamos. Não vou dizer que foi perfeito, porque na verdade foi bastante estranho e babado. Em segundos, o guarda-chuva que estava em sua mão havia sumido e as gotas da chuva molhavam nosso beijo.
                Depois de alguns segundos, me separei, com o coração a mil.
                Ele sorriu e eu retribui o sorriso.
                -Vamos sair dessa chuva. – disse ele.
                Logo que entramos novamente no salão de jogos, o meu celular tocou. Atendi, era minha mãe. Ela mandou-me voltar para casa antes que a chuva piorasse, e disse que estaria lá em menos de cinco minutos.
                João me olhou desesperadamente quando desliguei o celular.
                -Vou embora daqui uma hora. – falou ele.
                -Você vai voltar ano que vem? – perguntei, sentindo um nó em minha garganta crescer.
                -Se você voltar, claro que voltarei.
                Eu sorri, sentindo que haviam lágrimas perto de escapar.
                Fomos para o saguão, onde eu o abracei. Ficamos abraçados por um minuto, e achei melhor cortar aquilo logo, pois meus pais estavam me esperando.
                -A gente ainda vai se ver, certo? – perguntou ele.
                -Sim, vamos.
                Ele me agarrou para um ultimo beijo rápido, pois o porteiro estava vendo tudo, e depois abriu a porta. O segundo beijo. Dois, o número da sorte do dia.
                -É um promessa?
                -É sim. – respondi.
                Saí para fora do prédio, e quando estava quase na rua, olhei para trás.
                -João!!?? – berrei, olhando para ele. A chuva quase engolia minha voz.
                -O quê!?
                -Você realizou um dos meus sonhos!!
                -Qual??
                -Beijar na chuva.
                E virei novamente, sabendo que aquele seria sempre um dos melhores verões da minha vida.

                Eu acredito em signos. Acredito no que o horóscopo diz. Mas, muitas vezes, nós mesmos fazemos nossos destinos. Independentemente do que as estrelas mostram, pois nem tudo que reluz é ouro. E nem tudo que brilha é verdadeiro.

                By Babi

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Sonho nas Estrelas - Capítulo 2

16 de janeiro de 2012

“Canceriano (a),
Você fez uma grande bobeira ontem ao confiar demais em seus amigos. Nem sempre se pode contar com todos eles, que muitas horas não são tão leais como aparentam ser. Contorne a situação e invista mais nessa sua ‘novidade’ deste novo ano. Cor: bordô. Número: 47.”

                Acordei bem mais cedo do que nos outros dias. Não estava sendo fácil dormir com aquele calor insuportável e, como se não bastasse, o João não saia da minha cabeça. Sem malícias.
                Li meu horóscopo, escolhi um biquíni preto com detalhes em bordô e prendi meu cabelo (que estava trinta vezes mais armado do que no dia anterior) em um coque.
                Eram nove horas no máximo quando fui para a cozinha, já pronta para mais um dia de praia, e tomei um Yogurt Activia de ameixa. Ótima escolha para começar o dia na maior agitação.
                Escrevi um recadinho para meus pais, dizendo que estaria de volta até às 18 horas e que não se preocupassem comigo. Qualquer coisa, estava atendendo o celular.
                Peguei então o meu aparelho de telefone e liguei a tela.
                47 MENSAGENS NÃO LIDAS
                Quase desmaiei com o susto, mas imaginei que fosse, mais uma vez, da operadora. Não, não era. Eram da TRUPE.
                TRUPE é como chamamos nosso grupo de amigas. Todas Rebeldes Um Pouco Espertas (não me pergunte, também não sei quem foi o retardado que escolher essa sigla).
                Não vou escrever a risca o que as mensagens diziam, mas só sei que fiquei com muita, muita, muita raiva da Débora.
                “Ele é MT GATO? A Dé disse que ele deixa o Luan Santana no chinelo!!! – Carlinha.”
                “VC NÃO É MAIS BVL???????????????? BEIJOKONAS DA JÚÚÚÚHHHH”
                “Que história é essa de novo namorado? Não conta mais nada pra mim, é? Achei que você fosse minha amiga... Haha. Tô brincando. Mas fala aí, ele é tão bonito quanto a Débora fez propaganda? Ela disse mts coisas, que ele era a cara do Ian Somerhalder... É verdade? Ele tem irmão? Ele tem MELHOR AMIGO? Bjs, Wane”
                “desculpa, amoreco da minha vida , as mininas perguntaram onde vc tava e eu tive que responder rsrsrs dé”
                Bem, o dia já começara bem. Nunca mais confiar na Débora, anotado.
                Tentei esquecer as garotas e focar no que eu estava indo fazer na praia... Nadar. Nadar do verbo “não fazer nada”.
                Enfim, cheguei na areia e coloquei (de uma forma segura) o guarda-sol no lugar certo, abri minha cadeira e sentei. Estava com muito sono e louca para dormir, mas mantive-me ali, olhando para o nada.          
                Fiquei quinze minutos do mesmo jeito, sem ninguém aparecer, e então coloquei meus óculos de sol.
                Mais dois minutos.
                Mais um.                                     
***
                -Renata? Renata, você está dormindo? Renata, acorda!
                Abri meus olhos e dei de cara com os imensos mares que estavam na minha frente (sim, eram azuis).
                -João? – perguntei, olhando ao redor.
                -Você estava dormindo? – riu ele. –Não acredito, como você consegue?
                Mostrei a língua para ele, que me olhou como se estivesse ofendido. Meio minuto depois, estávamos correndo um atrás do outro, fazendo cócegas.
                Não agüentamos correr por muito tempo, e caímos na areia. A praia estava cheia, mas não ligamos para as pessoas que passavam e quase acertavam seus pés em nossas caras.
                -Seus olhos são meio amarelos. – disse ele, após sentar-se.
                Ri da cara dele.
                -Nossa, descobriu a América agora.
                Ele riu também.
                -Vamos nadar?
                Concordei e fomos. A água estava mais fria do que no dia anterior, mas a temperatura havia subido, o que acabava compensando. Fomos até onde apenas nossos braços e cabeças ficassem para fora da água e começamos mais uma guerrinha com a mesma.
                Riamos muito quando acertávamos a cara um do outro e estava me sentindo no paraíso.
                -Vou embora amanhã á noite. – disse ele, após o fim de um de nossos ataques de riso.
                -Já!? – perguntei, espantada.
                -Sim, faz tempo que estamos aqui.
                -Só vou embora semana que vem. – disse, já meio emburrada. Não teria mais companhia o resto do verão.
                -Queria poder ficar mais.
                -Queria ter te conhecido antes.
                Rimos das frases, que soaram bobas ali no mar. Depois disso, permanecemos calados.
                -Qual seu maior sonho? – perguntei, finalmente.
                -Sei lá, ter uma família, um emprego, ser feliz...
                -O sonho de todo mundo é ser feliz, isso não vale! – rimos mais uma vez.
                -E o seu? – me perguntou ele.
                Pensei por um breve momento. Não sabia se falava a verdade ou se inventava algo.
                -Eu tenho três. Ser veterinária e ter uma chácara cheia de cachorros, e também ser mãe.
                -Hum. – disse ele, olhando para mim. – Qual é o terceiro?
                Corei levemente, mas como já estava queimada de sol, isso não apareceu.
                -Não posso te contar.
                Rimos da minha resposta, que ficou no ar por alguns segundos.
                Ficamos no mar por um longo tempo. Conversamos bastante, descobri mais coisas sobre o João. Depois de algumas horas, comecei a imaginar como seria beijá-lo.
                Nunca havia beijado ninguém antes (ou pelo menos não para valer). Senti que estava pronta, senti que queria. Mas ele não parecia alguém que iria me agarrar, e eu podia estar tendo ilusões.
                “Somos só amigos. Só amigos”, eu repetia para mim mesma.
                Em certo momento, pouco antes das quatro horas, nossas mão se esbarraram. Claro, eu já havia pegado na mão dele, já havíamos corrido um atrás do outro e tal. Mas foi diferente.
                Nos olhamos depois disso e desviamos o olhar. Eu estava muito nervosa, não queria, mas ao mesmo tempo, queria.
                -Preciso ir. – disse, quando deu dez para às seis.
                -Não! – protestou ele, me fazendo rir novamente. –Pelo menos me dá o número do seu celular?
                -Você tem papel? – disse, olhando para o mar a nossa volta.
                -Não, mas diz que eu decoro.
                Desconfiei dele, mas mesmo assim falei.
                Corri para casa, uma chuva ameaçava cair. Quando cheguei, meus pais estavam preparando o jantar. Fui tomar banho, depois comi macarrão e contei algumas coisas sobre o dia (excluindo certas partes) e fui dormir, exausta. Não eram nem oito horas, mas só acordei no outro dia.

By Babi

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Sonho nas Estrelas - Capítulo 1

                Era uma menina animada, de feições alegres e cabelos armados. Gostava de fazer diversas coisas, e era fascinada por horóscopos e estrelas.
                Essa menina, a do horóscopo, tinha um nome. Renata, para ser mais específica. Mas, para mim, essa menina ficou mais conhecida como “você”. Bem, pelo menos é assim que os outros me chamam.
                Agora que já me apresentei, vou contar uma história. Uma história que por sinal já comecei! Mas bem, onde eu estava? Sim, o horóscopo.
                Nasci dia 21 de junho de 1998. Se alguém aí fez alguma conta, descobriu que no momento tenho 13 anos. E, se esse mesmo alguém ainda pesquisou, sou canceriana firme e forte.
                Na descrição do meu signo, constam coisas como: sensível, romântica, meiga... mas também rancorosa e mau humorada. E acho que isso me define bem. Ou, pelo menos, achava.
         
Dia 15 de janeiro de 2012

                 “Canceriano(a),
            Confie em seus amigos para tudo, eles poderão sempre te ajudar. Largue de mágoas, esqueça a tristeza e bola para frente! Você ainda tem muito para curtir. Além disso, depois da ventania, coisas surpreendentes podem acontecer. Cor: laranja. Número: 63.”

                Acordei meio tarde, afinal, estava na praia. Não havia muito o que fazer além de dormir e ir para o mar, então decidi que faria isso mesmo naquele dia. Bem como fizera nas últimas duas semanas.
                Abri minha mala, após ler o horóscopo diário, e tirei de lá meu biquíni laranja – um dos favoritos – já que essa era minha cor para o dia. Não entendi direito o resto do horóscopo, mas não dei muita bola para isso.
                Fui então para a praia, que era logo em frente ao apartamento alugado por meus pais para a temporada. Eles haviam me deixado um bilhete explicando que já estavam lá, com meu irmãozinho Rafael, e que eu poderia ir a hora que quisesse.
                Sim, meus pais são legais. Pelo menos, é o que os outros dizem.
                Passei o protetor solar nas minhas pernas e no rosto logo que pisei na areia da praia e posicionei o guarda-sol. Odiava me queimar, e mesmo com o protetor isso acontecia todo ano. Então, desta vez, caprichei na dose.
                Fiquei um pouco esbranquiçada, mas melhor do que ficar bordô depois do sol.
                Sentei então na cadeira que havia trazido comigo, já debaixo do guarda-sol, e comecei a ler meu livro (Um Dia). Não era uma parte muito interessante, e logo a areia começou a pinicar, fazendo-me parar de ler por algum tempo.
                Olhei ao redor então. A praia estava pouco cheia, geralmente havia mais turistas em Iguape (SP), mas como era quase meio-dia, imaginei que as pessoas teriam voltado para casa para almoçar com a família.
                Continuei ali, mas logo me entediei. Não podia pegar sol, não tinha paciência para ler, não podia sair para andar e deixar minhas coisas ali e, ainda por cima, não estava avistando meus pais em lugar algum.
                Pensei então em dar um mergulho. Vasculhei se na área havia algum salva-vidas, e quando o vi (a menos de um minuto de caminhada), decidi que, com aquele sol de 34 graus, era praticamente um crime não entrar na água refrescante do mar. Além disso, era quase impossível não imaginar como seria me afogar apenas para, você sabe, a respiração boca a boca com aquela coisa linda ambulante.
                Deixei minhas coisas paradas naquele lugar e entrei nas ondas geladas. Fiquei nadando até me acostumar com a temperatura, sempre de olho no guarda-sol e na cadeira de praia.
                Passaram-se dez minutos e comecei a ficar impaciente. A água estava uma delícia, mas estava ficando muito chato ali, sem ninguém para conversar. Já estava quase pronta para sair quando uma onda imensa veio por trás de mim (reparem que eu estava de costas para as profundezas do mar, já que estava cuidando das minhas coisas) e me derrubou com tudo.
                Afundei e vi minha vida passando na frente dos meus olhos.
                Eu ia morrer ali! E nem tinha escrito uma carta de despedida pra Jú, pra Débora, pra Wanessa, pra Carlinha... elas iam morrer sem mim! Fazia tanto tempo que não falava com nenhuma delas, como elas iam saber que eu havia partido???
                E foi nessa hora que eu senti. Não, não era a mão do salva-vidas gostoso. Não, não era a mão do meu príncipe encantado... Era uma ALGA!
                Aquela porcaria grudou no meu pé e não soltava mais. Estava engolindo água e pensando nas poucas e boas que aquele cego do salva-vidas ia ouvir se eu saísse dali com vida. Mas, depois de alguns segundos me debatendo e engolindo água de bunda-de-banhistas-gordos, eu finalmente consegui levantar.
                Primeiro, achei que um bicho estivesse em mim. Depois, percebi que era só meu cabelo na cara, que após tanto rolar, havia virado uma bola de fios. E o pior foi que, quando me ergui, percebi que não estava no fundo.
                Na realidade, a água batia no meu calcanhar. Olhei para os lados e vi algumas pessoas rindo, mas logo pararam com meu olhar 43.
                Desesperada, corri os olhos para o guarda-sol. Mas, para meu espanto, não havia guarda-sol nenhum. Só uma cadeira com um livro e um óculos de sol em cima.
                O que só podia significar uma coisa: EU TINHA SIDO ROUBADA!
                Claro, este foi meu primeiro pensamento. Mas antes que eu pudesse gritar, outra pessoa fez isso. Na verdade, uma velhinha, que estava a uma pequena distância da onde eu olhava, berrou algo como “SOCORRO!”.
                Eu me virei, e deparei-me com o MEU guarda-sol voando em direção a um grupo de senhorinhas. Uma delas era a autora do grito. E eu dava razão pra essa pobre mulher.
                Sai correndo, tentando pegar o guarda-sol, mas não consegui ser rápida o bastante. Corri durante três minutos atrás daquela droga (tinha de me lembrar de nunca mais comprar guarda-sóis na Americanas.com), até que aquilo acertou alguém.
                O garoto que o guarda-sol havia atingido gritou alguma coisa, acho que foi “peguei”, e logo após isso parei de correr, sem fôlego.
                -O-obrigada. – gaguejei, indo de encontro ao menino que acabara de pegar meu querido objeto de adoração.
                -Não há de quê! – disse uma voz por de trás do guarda-sol. Fui ao encontro dela, para segurar no cabo daquele negócio, e simplesmente paralisei.
                P-A-R-A-L-I-S-E-I
                Quem era aquele? Quem era AQUELE? Como não havíamos sido apresentados ANTES? Agradeci muito meu guarda-sol por tudo aquilo.
                Um pouco mais alto que eu. Sem tanquinho, mais com um grande projeto disso. Olhos azuis/verdes (não consegui identificar de primeira) e um cabelo MUITO melhor do que o meu.
                E quando ele sorriu – quando ele SORRIU – eu achei que fosse cair. Achei mesmo. Tipo assim, ele tinha até COVINHAS!!! COVINHAS!!!
                Mas tirando a parte do chilique, ele era mesmo lindo. Não sei como, mas consegui estender minha mão e pegar o cabo do guarda-sol, sentindo que a qualquer momento meus joelhos tremeriam tanto que me fariam voar.
                -Nananinanão. – disse ele, com uma expressão divertida. – Deixa que eu levo isso aqui pra você, senhorita...
                -Não precisa.
                -Senhorita Não Precisa, encantado! – disse ele, zombando da minha resposta. – Meu nome é João, e não é todo dia que se é acertado pelo guarda-sol de uma garota assim. Você tem que me deixar levá-lo.
                Ele fez pose, como se implorasse pra que eu deixasse. Senti ali que ele tivera o mesmo problema que eu nas férias: solidão.
                -Ah... err... obrigada.
                -Pra lá? – ele apontou de onde eu saíra correndo, e eu acenei com a cabeça. O cara era de se perder o ar.
                Fomos andando até onde eu havia deixado minhas coisas, ele colocou de uma forma mais segura meu guarda-sol no chão e se virou para mim.
                -Mas agora me explique, por que seu cabelo está assim?
***
                Conversamos muito, depois disso. Quase fomos atropelados por um cara que vendia sorvetes da Nestlè, e até mesmo catamos conchinhas. Sim, foi uma tarde divertida.
                João tinha 15 anos. Seu irmão mais velho tinha 20, e ele ainda tinha uma outra irmã de 24 que era casada. Ele era de Goiânia.
                Descobrimos que estávamos hospedados em prédios vizinhos e que ambos queríamos ser veterinários. João perguntou meu nome depois de algumas coisas e perguntou também se eu era de Iguape.
                Falei sobre onde morava, São Paulo, capital, e ele me falou sobre seu verão monótono (quase tanto quanto o meu!) na casa dos avós. Rimos dos mini-biquinis das mulheres e das sungas apertadas dos homens.
                Jogamos vôlei e comemos um milho horrível que um homem vendia. Depois disso, quase escurecendo, me despedi e fui para a casa. Levei uma bronca imensa por chegar aquele horário, fui para o meu quarto e liguei para a Débora, contando tudo sobre meu novo “amigo”. Rimos juntas, fazia o maior tempo que não conversávamos.
                Ah, e antes que eu me esqueça, o João é de Peixes. Nasceu dia 06 de março (o que indica meu número 63 do dia, para quem ainda se lembra) e, não querendo insinuar nada, claro, mas Peixes é, tipo assim, o paraíso astral de Câncer, o que pode significar algo... ou não.
                Mas eu acreditava piamente naquilo. Até hoje acredito!
                Demorei para dormir naquela noite, pensando que talvez meu verão não fosse tão ruim assim.
                
By Babi

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Sonho nas Estrelas {Anúncio}

Oie pessoas! Tudo bem?

Como a Star já avisou, não vou mais escrever histórias com ela (pelo menos no futuro breve), pois estou vendo aqui na minha bola de cristal que este ano vai ser O ano. Enfim, hoje de tarde (percebam que as aulas só começam amanhã ansiosa) escrevi uma minissérie que vai ser transmitida pela Globo logo após o BBB de três capítulos. 

O nome dela é "Sonho nas Estrelas", e conta a história de três dias da vida de Renata, uma paulista canceriana que acredita em horóscopo (vocês entenderão melhor mais pra frente). Vai ser bem diferente de tudo que eu já escrevi, com um jeitinho mais brasileiro de literatura.

Espero que vocês gostem, não é muito grande e eu adoraria expandi-la, mas como minha vida está uma correria só, acho que vai ser complicado. :( De qualquer modo, quero ver o que vocês vão achar.

Vou lançar um capítulo dia 10, outro dia 12 e outro dia 14, combinado?

E então, quais foram suas primeiras impressões de "Sonho nas Estrelas"?

Beijinhos, Babi :*

Ps: A Star cheia de mistério com os trabalhos dela e eu aqui, abrindo o jogo no primeiro post. Kkk'