terça-feira, 21 de junho de 2011

1° Capítulo Maldade Angelical

Bom gente, é hoje! Ansiosos? Eu estou muito! 

Foi mega difícil escrever este capítulo. Eu nem sabia por onde começar (sou péssima em começos, isso é mais com a Star), e não sei se ficou muito bom, mas tentei dar o máximo de mim.
Fofoqueira Fina foi uma novela maravilhosa, e desejamos romper mais barreiras e ir ainda mais longe. Espero que gostem de Maldade Angelical e acompanhem sempre. Ah, e não esqueçam de comentar!


Primeiro Capítulo
Samantha



            Lágrimas escorriam de meus olhos, e tentei limpá-las o mais rápido possível. Nunca demonstrar fraqueza, lembrei. Era o que Dana sempre me dissera.
            Olhei com os olhos ainda úmidos o brilhante em minhas mãos. Doía, doía muito.
            Mudei o olhar para longe.
            Isso me lembra que eu ainda não me apresentei. Chamo-me Samantha Bloom. Não tenho família, ou pelo menos não a família que você esperaria.
            Há alguns anos, acreditava que meus pais haviam morrido em um acidente de carro, mas descobrira a verdade.
            Ah, esqueci de comentar um pequeno fato...
Sou um demônio.
            Posso ser bastante inquieta, mas não é esse tipo de demônio a que me referi. Eu sou, literalmente, um demônio - ou como gosto de chamar, anjo da morte.
            Voltei meus pensamentos para o objeto em minhas mãos. Tão pequeno, mas que já me causara tanta dor. O tempo passara rápido. Quatro anos já haviam ido.
            Lembro-me como se fosse ontem...
            Cheguei a casa como de costume. Segurava em minhas mãos um grande saco de doces, que eu e Dana havíamos furtado.
            Dana também é um demônio. Na realidade, ela é mais demoníaca do que eu, no sentido literal da palavra. Odeia humanos, adora roubar, fica brava com pequenas coisas e nunca, nunca mesmo, demonstra qualquer sentimento caloroso. Mas os possui, é claro.
            Além disso, Dana faz algumas “coisas” que eu nem pensaria em fazer, como por exemplo desaparecer e reaparecer em um local totalmente diferente. Chamamos isso de “Devil Leap”. Somente os níveis mais evoluídos conseguem administrá-lo.
            Contanto, por mais que Dana fosse fria, sempre a considerara uma irmã. Ela cuidara de mim desde que me recordava, apesar de ser apenas dois anos mais velha.
            Mas voltando à história...
            Chegando em casa, me divertia a beça. Na maior parte, era por causa dos doces, e na restante, porque naquele dia eu completava dez anos.
            Não que eu fosse ligada a aniversários. Quer dizer, nunca fora a uma festa, e para mim era somente como outro dia qualquer. Mas isso era comum, essa coisa de não se importar, uma vez que eu sempre morara no gueto da cidade e vivera de roubos. Eu simplesmente era assim.
            Lembro de estar feliz naquele dia, e Austin me abraçara forte.
            Ele também era demônio. A única coisa que diferenciava Dana dele, era que Austin gostava mesmo de humanos. Ou ao menos não os odiava como Dana.
            Austin era calmo, procurava sempre não brigar e, por estranho que pareça, conter sua natureza. Três anos mais velho, acabara por cuidar de mim também. Ele era especial, isso devíamos concordar. Mas eu o amava imensamente.
             O abraço apertado que me dera aquele dia só comprovava o que eu já pensava: Austin nunca seria um demônio qualquer. Logo depois, ele me entregou um pequeno pacotinho.
            -Para você, bebê. – disse ele.
            Tomei-lhe o pacote e disse, irada:
            -Tente me chamar de bebê novamente... – puxei seu colarinho, o fazendo descer até o nível da minha boca. - ... e conto para a Dana que te vi conversando com humanos.
            Austin se levantou. Percebi que ao auge dos meus dez anos, eu já era fria.
            -Ei garota! Calma aí! É só um presente.
            Nunca havia ganhado nada de ninguém, e o gesto me surpreendeu. Bufei e abri o saquinho.
            Dentro, tirei um medalhão de ouro.
            -Onde conseguiu isso? – disse, erguendo o objeto com indignação. Austin nunca roubaria nada. Mas não era possível ele ter comprado aquilo.
            Logo que pronunciei as palavras, Dana soltou o saco de doces, o qual atacava, e virou-se para mim.
            - O que é isso... – ao ver o brilhante em minhas mãos, Dana soltou um grito. – SEU IDIOTA! POR QUE FEZ ISSO?
            Percebi que ela estava ficando brava demais com Austin. Mas por quê? Afinal, ela sempre o incentivara a roubar. Era quase como um milagre!
            -Dana, prometemos. – ele disse, me deixando mais confusa ainda.
            -NÃO! Você prometeu. Eu não concordei com isso.
            Ela respirou fundo. Estava tentando se acalmar. Espera, Dana tentando se acalmar? Isso era suspeito, muito suspeito.
            -Você não vê? – falou ela, bem menos estressada. – Ela é apenas uma criança.
            Ao escutar isso, fechei a cara e fui para meu quarto. Não que eu estivesse brava. Na realidade, estava frustrada por não entender o que estava acontecendo.
            Bati a porta com força e deitei-me em minha cama. Comecei a analisar o presente.
            Olhando melhor, o objeto tinha o formato de um coração. Em uma das laterais, a sigla S se encontrava gravada, e na outra lateral, a palavra Believe. Lindo.
 
           Passei-o pelos meus dedos tentando entender. Logo, meu dedo enroscou em um pequeno feixe. Havia uma abertura. Era um relicário.
            Abri, com cuidado, o pequeno pingente e analisei o que dentro se encontrava: duas fotos.
            Na primeira, um casal feliz sorria, fazendo pose. Fiquei surpresa ao perceber que os reconhecia. Meus pais.
            Não sei por que, mas tive uma forte intuição de que estava certa. Só podiam ser meus pais.
            Uma pequena lágrima caiu de meus olhos. Limpei-a, com medo de que alguém me visse chorando. Nunca demonstrar medo.
            Olhei para a outra foto. Nela, dois bebês gêmeos dormiam tranquilamente. Muito estranho.
            Pude imaginar que um dos bebês talvez fosse eu, mas e o outro? Não fazia muito sentido.
            De repente, ouvi um barulho na porta. Dana entrou, sentando-se aos pés da minha cama.
            -Olhe, Sam, isso é para você. Err... espero que entenda.
            Ela me entregou um envelope antigo. Olhei em seus olhos, procurando alguma pista do que poderia ser. Porém, tudo que encontrei foi insegurança. Algo incomum em Dana.
            Logo, a garota se levantou e saiu do quarto, deixando-me ali, a olhar para o papel sem certeza de que deveria ou não abrir.
            Fiquei por alguns momentos encarando as fotos do relicário e o envelope. Estava em branco, nenhuma informação, mas eu sabia que ali dentro havia algo muito importante. E estava certa.
            Tomei coragem e o abri. Dentro, uma carta roçou meus dedos, e eu a peguei. Comecei a ler.

            “Querida Samantha,
         Agora, deve estar completando dez anos. É estranho para mim escrever sobre o futuro. Tantas perguntas me rondam... como está? Está bem? Precisa de ajuda? Bom, eu não sei. Agora você é apenas um bebê. Seu pai está te segurando. Você é agitada, dorme somente com a nossa presença. Já Elizabeth, sempre dormiu como um anjo...
         Eu sei que não será fácil entender por uma carta, mas você possui uma irmã gêmea. Queria tanto que ficassem juntas, que ficássemos juntos... mas é impossível. Eles estão cada vez mais perto, terei de deixar-te.
         Meu coração está morrendo a cada palavra. É como me despedir do meu maior amor. Eu te amo, querida, e nunca esqueça disso. Eu e seu pai.
         Nunca desista. Sempre acredite.
         Feliz Aniversário!
Com imenso amor,
Mamãe.

            Notei que no papel havia pequenos círculos de cor mais escura. Lágrimas. Depois de algum tempo, estes círculos multiplicaram e, de repente, eram muitos. Minhas lágrimas e as de minha mãe, unidas.
            Chorei por muito tempo. Na verdade, não eram lágrimas de dor. Eram mais de amor. Eu descobrira ter uma irmã, uma família que sempre imaginara estar morta.
            Muitas perguntas me empertigavam. Meus pais estariam vivos? Minha irmã saberia disso? Quem estava cada vez mais perto? Nada se explicava, mas no momento, tudo que pude pensar foi em Elizabeth.
            Se ela estivesse viva, eu a encontraria. Nunca desistiria, acreditaria até o fim.
            Sequei as lágrimas e tentei pensar em algo diferente. Algo como Petrus... ah, ele sempre me animava.
            E, simplesmente, adormeci.

By Babi

10 comentários:

  1. Oiie boa quarta-feira
    Adoramos o 1º capitulo vou tentar acompanhar :D
    Beijos

    Visita: ♥ http://meumundodasbarbies.blogspot.com ♥

    ResponderExcluir
  2. Ownt, fico muito feliz! E boa quarta para vcs tb!

    Beijinhos, Babi

    ResponderExcluir
  3. Ai, Babi, a-m-e-i! Tá perfeito! Mal posso esperar o próximo capítulo :D
    Beijos (:

    ResponderExcluir
  4. Me surpreendeu!

    Bjos,
    Anna Bya

    ResponderExcluir
  5. Ai, que bom Helooh!!! Fico muito contente!!

    E Anna, do jeito bom ou ruim? Haha.

    Beijinhos, Babi

    ResponderExcluir
  6. Do jeito ótimo!

    Bejings
    Anna Bya

    ResponderExcluir
  7. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  8. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  9. oiiiii
    legal esse primeiro capítulo. Bem intrigante...

    ResponderExcluir
  10. Amei Babi, conheci o blog faz pouco tempo e eu adorei! Simplesmente perfeito, espero que voc~e e Star tenham um futuro brilhante como escritoras ! Mas eu gostaria muito de saber onde estão os outros tópicos do tutorial ''Como escrever um livro'', eu só consegui ler até o tópico ''História''. Amei tudo aqui, haha já repeti essa palavra várias vezes... Enfim, parabéns pelo blog!
    Com amor
    Lisa

    ResponderExcluir

Escrever é expor seus pensamentos...
Coloque um comentário e venha se aventurar também!